Curitiba Depois de uma reforma que durou quase dois meses, o Museu Alfredo Andersen, em Curitiba, reabre hoje com a exposição ''Andersen, Discípulos e Amigos'' com 24 obras assinadas pelo artista e por alunos do pintor norueguês. Os quadros foram cedidos pela Fundação Honorina Valente, exceto a tela ''Cemitério Norueguês'', que há pouco tempo foi adquirida pelo museu por meio da Sociedade Amigos do Alfredo Andersen. Essa é apenas uma das mostras em cartaz que transformam a capital num cenário cultural produtivo durantes as férias e acolhedor para apreciadores dos mais diversos gêneros artísticos.
Na mostra do Museu Alfredo Andersen, por exemplo, é possível conferir dez pinturas do pintor nórdico que morou em Paranaguá e em Curitiba no início do século passado. Outras 14 obras que integram a mostra são inéditas, assinadas por artistas que tiveram influência ou contato com o pintor. São quadros de João Turin, Traple, Freyesleben, Maria Amélia D'Assumpção, Guido Viaro, Arthur Nísio, Ghelfi, Lange de Morretes e Raimundo Jaskulski.
Alguns desses artistas são velhos conhecidos do público habitué dos museus paranaenses, como João Turin. Quem quiser saber mais sobre o artista e ver outras faces da sua obra pode também visitar a mostra ''A arte minimalista de João Turin'', em cartaz no Museu Paranaense. São 16 esculturas em bronze e gesso e desenhos em nanquim e aguada assinadas pelo artista paranaense. A temática são os felinos que demonstram o fascínio do artista por anatomia. Turin teve sua primeira formação artística em Curitiba, na Escola de Antonio Mariano de Lima. Em 1905 foi a Bruxelas especializar-se na arte da escultura. Retornou ao Brasil, fixando-se na Capital, onde produziu até a sua morte, em 1949.
E para quem quer unir o fascínio de conhecer uma das obras arquitetônicas mais belas de Curitiba, assinada pelo mestre que dá nome ao prédio, e conferir diferentes vertentes das artes plásticas pode reservar uma tarde para conhecer o Museu Oscar Niemeyer. Parada obrigatória para turistas e moradores, o museu abriga este mês cinco ótimas exposições.
Um passeio pelo prédio, é uma verdadeira aula de história da arte. O roteiro passa pela mostra de esculturas em bronze de Francisco Stockinger (em cartaz até 5 de março); a exposição ''A arte sob o olhar de Djanira'', com curadoria de Pedro Xexéo e Laura de Abreu (até o dia 19 de março); obras que resgatam a memória dos negros em ''Para nunca esquecer - Negras Memórias'' de Rubem Valentim, Mestre Didi, Heitor dos Prazeres, Agnaldo Manoel dos Santos, Pierre Verger, entre outros, com curadoria de Emanoel Araújo (em cartaz até abril de 2006).
O visitante ainda vai poder conferir a exposição de pinturas de Helena Wong e Fernando Veloso, desenhos de Roy Lichtenstein, além das obras de Evandro Teixeira e a imperdível Simply Droog - 10 + 1 anos - Droog Design Renny Ramakers , os projetos de design holandês executados entre 1993 e 2004, que esta no formidável Salão Principal do Olho, anexo ao prédio do museu. Uma atração a parte para quem troca (voluntariamente ou não) o litoral pelo asfalto durante o recesso escolar.

Serviço:
- O Museu Alfredo Andersen fica na Rua Mateus Leme, 336; o endereço do Museu Paranaense é Rua Dr. Kellers, 289. As exposições nos dois locais têm entrada franca. No Museu Oscar Niemeyer (Rua Marechal Hermes, 999) os ingressos custam R$ 4,00 e R$ 2,00.

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