Curitiba - Amanhã é o último dia para visitar a exposição ''Novecento Sudamericano'', em cartaz no Museu Oscar Niemeyer (MON), em Curitiba. Aberta em julho, a exposição reuniu pouco mais de 20 mil visitantes até ontem. Número comemorado pela primeira-dama e diretora do museu, Maristela Requião. Segundo ela, as visitas à primeira exposição do museu aberta no governo Roberto Requião (PMDB) superaram a expectativa da instituição, condição que favorece a previsão de receber número igual ou superior para as próximas mostras. ''O museu já está se tornando uma referência'', opina a diretora.
As duas próximas exposições entram em cartaz no dia 12 de setembro, amparadas pela Lei Rouanet, e trazem obras de Rodin e Vitor Meireles. A primeira pertence ao acervo do Museu de Belas Artes do Rio de Janeiro e a segunda, integra o acervo da Pinacoteca. Para trazer as exposições, o MON pode captar, por meio da lei federal de incentivo fiscal, R$ 350 mil para a exposição de Rodin e R$ 280 mil para a exposição de Meireles. Apesar de faltar menos de um mês para a inauguração das mostras em Curitiba, Maristela garante que a verba será captada a tempo. ''Já temos algumas empresas interessadas'', informou.
Além das duas exposições dos acervos paulista e carioca, a diretora do MON quer produzir em Curitiba uma exposição individual do paranaense Miguel Bakun. Algumas obras já estão reunidas na reserva técnica do museu e devem ganhar curadoria própria. ''São obras de colecionadores particulares e pertencentes ao Estado'', adianta. Mas a mostra não deve dividir espaço com Rodin e Meireles. ''Bakum merece uma exposição individual'', salienta Maristela. E antes mesmo de entrar em cartaz em Curitiba, a diretora da instituição já está negociando com as embaixadas brasileiras em Paris, Londres, Portugal e Roma para enviar a mostra de Bakun para esses locais.
A agenda do museu até o final do ano deve incluir ainda uma mostra de retratos de pintores paranaenses desde 1828 até meados do século 20 e ainda uma exposição de fotografias da Mata Atlântica, única a ganhar espaço no famoso olho de vidro do museu. Projetado como um anexo do antigo edifício Castelo Branco, o olho de vidro é uma das vedetes do novo espaço, mas desde que o novo governo assumiu, serviu apenas para abrigar a cerimônia de abertura da mostra ''Novecento Sudamericano'', em julho. ''O olho é mais apropriado para abrigar esculturas, por isso ele está vazio agora'', explica Maristela.
A mostra ''Novecento Sudamericano'' foi anunciada como substituta da exposição ''Tesouros da China'', cogitada inicialmente pelo governo para vir ao Paraná. A mostra reúne pela primeira vez mais de 100 obras das principais coleções públicas e privadas do Brasil, Uruguai e Argentina ao lado de uma seleção de obras italianas. São obras de pintores consagrados como, Cândido Portinari, Di Cavalcanti e Tarsila do Amaral.
Dividiu espaço com a mostra ''Novecento'', a exposição ''Um olhar sobre a arte paranaense'' e ''Victor Brecheret''. ''Um olhar sobre a arte paranaense'' deve continuar em cartaz, garantindo que o museu mantenha as portas abertas mesmo antes da próxima grande exposição entrar em cartaz.

Serviço: Exposição Novecento Sudamericano, até amanhã, no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba.

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