VISUAIS - MAM em versão compacta
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segunda-feira, 16 de outubro de 2006
Ana Paula Nascimento<br> Reportagem Local 
Uma antologia do acervo do Museu de Arte Moderna de São Paulo poderá conferida até o dia 10 de dezembro na exposição ''MAM na Oca: Arte brasileira do acervo do Museu de Arte Moderna de São Paulo'', na Oca do Parque Ibirapuera, em São Paulo. Com curadoria de Tadeu Chiarelli, Felipe Chaimovich e Cauê Alves, a exposição reúne cerca de 700 das mais de 4.500 obras da coleção atual do museu, em sua maioria produzidas a partir dos anos 50. Entre os artistas que participam da mostra, estão Abraham Palatnik, Alex Vallauri, Alfredo Volpi, Antonio Henrique Amaral, Beatriz Milhazes, Carlos Zilio, Leonilson, Nelson Leirner, Elida Tessler e Vik Muniz.
A proposta dos curadores não é fazer uma retrospectiva em ordem cronológica das obras do MAM, mas refletir sobre a história do museu e apresentar uma nova possibilidade de interpretação da arte contemporânea brasileira, dando conta da sua multiplicidade. Os arquitetos Daniela Thomas e Felipe Tassara são os responsáveis pelo planejamento espacial da exposição.
Fundado em 1948 com a doação do acervo particular do industrial ítalo-brasileiro Francisco ''Ciccillo'' Matarazzo e de Yolanda Penteado, o MAM foi inaugurado no ano seguinte com uma exposição sobre arte figurativa e arte abstrata. Em 1951, ocorre a primeira Bienal do Museu de Arte Moderna, com 21 páises participantes, que logo ganhou mais ressonância do que o próprio museu.
Em 1962, Ciccillo institui a Fundação Bienal de São Paulo, e em 1963 doa todo o acervo do MAM para o Museu de Arte Contemporânea da USP. Sem o acervo que lhe conferia sua razão de ser, é apenas no fim da década que o museu consegue centrar esforços na organização de uma nova coleção. Em 1969, o museu realiza seu primeiro Panorama da Arte Brasileira, mapeamento da produção artística emergente no Brasil que se tornaria uma de suas principais vocações.
Uma das grandes propostas da exposição é combater essa espécie de trauma vivido pelo museu com a perda de seu acervo. Por mais interessante que fossem as novas aquisições, elas causavam em diretores e funcionários mais antigos do MAM um sentimento de nostalgia, como se as novas obras nunca fossem alcançar a qualidade e a importância das antigas. Por isso, em vez de 1948, os curadores decidiram situar o início da trajetória do museu em 1968, quando começa a reconstituição do acervo.
O projeto de apostar em novas obras e novos artistas ganhou força a partir de 1995, com a gestão de Milú Vilela. Nesse ano, o museu tinha cerca de 2.000 obras em seu acervo, contra as mais de 4.500 reunidas hoje. Grandes talentos foram ''descobertos'' e promovidos pelo museu, como os fotógrafos Caio Reisewitz, Mauro Restiffe e Márcia Xavier.
Em paralelo à exposição ''MAM na Oca'', em São Paulo, parte do acervo de fotografias do Museu de Arte Moderna será exibido no Instituto Valenciano de Arte Moderna (IVAM) em Valência, na Espanha. Sob o título de ''Desidentidades: arte brasileira contemporânea no acervo do Museu de Arte Moderna de São Paulo'', e curadoria de Tadeu Chiarelli, a exposição tem como eixo curador o questionamento dos esteriótipos da brasilidade, do mito indígena ao mito modernista.
Serviço:
- Exposição ''MAM na Oca: Arte brasileira do acervo do Museu de Arte Moderna de São Paulo''. Na Oca - Pavilhão Lucas Nogueira Garcez (Parque Ibirapuera, portão 3). De terça a domingo, das 10 às 18 horas. Entrada gratuita. Mais informações pelo site www.mam.org.br.


