VISUAIS - Invasão das miniaturas
Cuidado onde pisa. A micro-cidade do artista plástico londrinense Chico Santos pode estar espalhada em uma calçada próxima de você. Eu comecei construindo os pequenos prédios e casas no sítio onde eu morava. Quando eu me mudei para a cidade, continuei achando lugares interessantes para soltar as miniaturas, explica o artista, que fotografou as obras de Invasão em locais que sublinham contrastes entre os cenários urbanos e orgânicos. Os materiais presentes nas fotos entram em diálogo. Para abandonar minhas casinhas, eu escolhi lugares que poderiam ser férteis, perto de poças onde poderiam nascer e crescer seres vivos, afirma Santos, que abandonou seus pedaços de arte em diversas cidades nos estados de São Paulo, Paraná e Minas Gerais.
Os milhares de prédios e casinhas brancas, produzidos manualmente com resina e que variam o seu tamanho de três milímetros até três centímetros surgiram através de um trabalho minucioso do artista plástico, que utilizou espátulas e instrumentos odontológicos como ferramentas necessárias para conferir a precisão das miniaturas.
Pela ousadia e inovação conceitual das mini-obras que compõem a Invasão, o artista londrinense foi classificado para integrar a seleção do 1º Salão de Arte Contemporânea, que será realizado de 1º a 14 de setembro, no SESI Curitiba. Além da exposição, Chico Santos também foi homenageado com o prêmio Prata do Júri e ganhou o direito de ter fotos de suas obras editadas no catálogo oficial do evento.
Depois da exposição em Curitiba, o artista também irá realizar a Invasão no Museu de Arte de Joinville e na Casa de Cultura da Universidade Estadual de Londrina, com datas ainda a confirmar.
● É um composto orgânico derivado do petróleo, que passa de seu estado líquido para o estado sólido, através de um processo químico chamado polimerização
● Na entrada do evento, o artista irá expor uma estrutura montada com 3 mil miniaturas





