Curitiba - Além da exposição de Arcangelo Ianelli, o Museu Oscar Niemeyer abre hoje a mostra ''Os motivos de Guignard'', com quadros de várias fases da carreira do artista plástico carioca Alberto da Veiga Guignard (1896 - 1962). O título da exposição é uma alusão aos objetos que inspiraram o artista e aos motivos que levaram Guignard a escolher esse universo da arte, conforme explica o curador Paulo Schmidt. Ele e a diretora do Museu de Arte da Pampulha, em Belo Horizonte, Priscila Freire, selecionaram cerca de 60 obras do artistas datadas desde 1919 até um ano antes da sua morte, em 1962.
A seleção teve como base, além de critérios inerentes à organização de uma exposição como a disponibilidade e a qualidade das obras o período em que Guignard morou em Minas Gerais. Ele adotou o estado a partir da década de 40, depois de um convite feito por Juscelino Kubitschek. A região teve bastante influência na carreira do artista nos anos que se seguiriam, conforme é possível observar nas obras expostas.
Os quadros foram divididos em seis salas, começando pelo desenhos, passando por uma série de auto-retratos. Nessa série em especial é possível ver a evolução da pintura de Guignard e da própria aceitação da sua imagem. Em alguns deles (principalmente naqueles que antecedem a sua morte) é possível verificar o corte no lábio superior, o lábio leporino que o artista ora esconde, ora ostenta em seus auto-retratos, chegando até a transferir para algumas pinturas com outros motivos.
Os outros espaços dedicados ao artista, reúnem desde paisagens até o que alguns pesquisadores chamam ''paisagens imaginativas'', pinturas que revelam paisagens com uma topografia quase impossível e que marcaram o fase final da sua carreira. Nascido no Rio de Janeiro, ele se mudou aos 11 anos para Europa, onde teve grande parte da sua influência artística. Morreu e foi sepultado em Ouro Preto.

Serviço:
- ''Os motivos de Guignard'', abertura hoje, às 19 horas, no Museu Oscar Niemeyer.

mockup