Muitos séculos antes de Sigmund Freud determinar que a sexualidade está por trás de quase todos os traumas de nossa existência, o Homem Pré-Histórico já se interessava pelo assunto e fazia arte sobre isso. Agora, o público paulistano poderá apreciar uma antologia de como o erotismo foi expresso em telas e esculturas, de tempos remotos até os dias atuais.
Em ''Erotica - Os Sentidos na Arte', em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil, em São Paulo, é possível apreciar de cerâmicas com símbolos fálicos de sociedades pré-colombianas das Américas, datadas de 300 a.C, a modernas fotografias manipuladas digitalmente. E neste longo intervalo, há espaço para uma interessante mistura de trabalhos de novos talentos com obras de artistas conhecidos, como uma escultura de Rodin, telas e desenhos de Anita Malfatti, Picasso, Ismael Nery, Tunga, Eric Fischl, Paul Gauguin, entre outros.
O curador da exposição, Tadeu Chiarelli, ressalta que a mostra não tem intenção de se aprofundar na discussão sobre os problemas da sexualidade, não toma partido por orientações sexuais, tampouco seu caráter é histórico, no sentido de mostrar algum tipo de evolução artística. ''O nosso primeiro objetivo é mesmo estético, de mostrar a vontade do homem em expressar o desejo erótico'', fala Chiarelli.
Entre os diversos destaques da mostra, aparecem um conjunto de desenhos de Ismael Nery, outro de Picasso, trabalhos de Edgard de Souza, raras cerâmicas africanas com símbolos fálicos, entre as mais de cem obras expostas. ''Fora os artistas conhecidos do público, a mostra praticamente lança dois novos talentos brasileiros em uma grande exposição: o pintor Pitágoras e a fotógrafa Fernanda Preto'', destaca Chiarelli. A exposição fica em cartaz até janeiro de 2006.

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