VISUAIS - Bisturis poéticos para remover sentimentos ruins
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 01 de novembro de 2007
Nelson Sato<br>Reportagem Local 
Uma técnica chinesa milenar de cerâmica aliada às reflexões do filósofo francês Merleau-Ponty resultou numa série de artefatos visuais nas mãos do artista plástico Marcelo Minkia. A proposta sai do ateliê para alcançar os olhos dos visitantes na exposição Removedores: objetos Cirúrgicos da Subjetividade, que o artista inaugura hoje, às 20h30, na Casa de Cultura da UEL.
É um trabalho poético, que chamei de bisturis para atuar junto à subjetividade. Inspirei-me na fenomenologia de Merleau-Ponty, mas não se trata de algo muito complexo. Espero que o público goste, diz ele. A série consiste de 25 objetos cerâmicos brancos em forma de ovo, com aproximadamente seis centímetros de altura e três centímetros de diâmetro e que carrega em um dos lados um símbolo na cor preta.
O símbolo foi gravado apenas pela ação da fumaça diretamente na argila a 980º, usando a técnica milenar Raku Nu. Origina-se de grafismos encontrados na natureza, como nas manchas das asas das borboletas ou nos espaços negativos entre as cascas das árvores.
Tais objetos, segundo o artista, agiriam como removedores de tudo o que os seres humanos desejam arrancar de suas vidas: arrependimentos, saudade, inveja, segunda-feira. Seriam, enfim, os objetos cirúrgicos da subjetividade. A exposição ficará aberta até o dia 24 desse mês.
SERVIÇO
- Exposição Removedores: objetos cirúrgicos da subjetividade
Quando - Hoje, às 20h30, e fica em cartaz até o dia 24 de novembro
Onde - Casa de Cultura da UEL (Rua Mato Grosso, 537)
Quanto - A entrada é franca
Mais informações - Tel. (43) 3322-6844


