VISUAIS - Arte que vai longe
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terça-feira, 19 de dezembro de 2006
Ana Paula Nascimento<br> Reportagem Local 
A arte de uma londrinense de coração ganhou reconhecimento internacional e será, a partir do ano que vem, exposta durante em diversos países da Europa. A boa notícia chegou no último dia 7, quando a artista plástica Maria Terezinha de Lima, nascida em Cornélio Procópio, mas há 30 anos morando em Londrina, foi comunicada que foi uma das vencedoras do Concurso Internacional de Artes Plásticas ''Compositor Antonio Gualda 2006'', realizado em Granada, Espanha, entre os meses de outubro e novembro. O concurso foi organizado pela Associação Cultural ''Valentim Ruiz Aznar'', que existe há 15 anos, e contou com a participação de artistas de 43 países. Maria Terezinha foi contemplada em terceiro lugar pela obra ''Etnia III'', na técnica óleo sobre tela (50 cm X 50 cm). Ela foi vencedora na categoria de pinturas em tamanho pequeno. A obra premiada após a itinerância fará parte do acervo da Associação Cultural ''Valentim Ruiz Aznar''.
Buscando referências na origem da humanidade, Maria Terezinha contou que na tela premiada teve a intenção de retratar as origens africanas, sendo que a tela fez parte de uma série de sete que discorreram sobre a história do desenvolvimento humano. ''Na verdade, me surpreendi com a premiação, porque normalmente os concursos valorizam a beleza lúdica, o que não é o caso das minhas telas. Elas são mais duras, tratam de temas mais pesados. Gosto muito de abordar a arte como forma de denúncia'', afirmou a artista, que pela primeira vez participou de um concurso internacional.
No site da entidade organizadora, a jornalista Clevane Pessoa de Araújo considera o trabalho da artista londrinense como uma ''significativa e linda alusão às raízes brasileiras''. A crítica também faz referência à brasileira Andreia Donodan, premiada na categoria conjunto de duas obras: ''Louvamos a atitude das brasileiras, de ousar e enviar suas telas para fora de nossas fronteiras. Pessoas precisam arrojar-se, com coragem e confiança, para ter seu trabalho artístico (...) melhor conhecido''.
Autodidata, Maria Terezinha há 30 anos dedica-se à arte de pintar. Seu trabalho costuma abordar as consequências da atuação da mão do homem na natureza, inclusive a extinção de animais e etnias.
A artista já teve trabalhos expostos em Portugal, no MASP e recentemente recebeu convite para participar de uma exposição em Paris. Entre as suas participações em coletivas estão a ''Coletiva do Acervo do Museu de Arte de Londrina'', em 2003, e a ''7 Bienal Nacional de Santos - Artes Visuais'', em 2000. Além disso, já realizou as exposições individuais, entre outras, ''Cartões Telefônicos Sercomtel para comemoração dos 70 anos de Londrina, em 2004, e ''Projeto e criação de obras de arte para a rede hoteleira Blue Tree'', em 2006.


