VISUAIS - Alarme falso sobre os desenhos de Van Gogh
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 16 de novembro de 2016
France Presse 

Haia (Holanda)- Os desenhos que aparecem em um caderno atribuído ao pintor holandês Vincent van Gogh, apresentado por sua editora em Paris e que será divulgado na próxima quinta-feira (17), são reproduções, afirmou ontem (15) o museu Van Gogh de Amsterdã.
Especialistas da pinacoteca, tomando como base "anos de pesquisas sobre os desenhos de Van Gogh na coleção do museu e em outros locais, chegaram à conclusão de que estes desenhos são reproduções dos de Van Gogh." Eles são porta-vozes do museu que possui a maior coleção do célebre pintor holandês.
Esses especialistas "examinaram o estilo, a técnica e a iconografia", o que lhes permitiu constatar "distintos erros topográficos nas imagens e que seu autor se baseou em desenhos descoloridos de Van Gogh", informou o museu.

A OBRA
O editor francês Le Seuil apresentou na terça-feira (15), em Paris, o caderno com 65 desenhos, ao todo são 288 páginas sob o título "Vincent Van Gogh, le brouillard d'Arles, le carnet retrouvé" (Vincent Van Gogh, a névoa de Arles, o caderno recuperado)- a publicação é assinada por uma das maiores especialistas na obra do pintor holandês, a canadense Bogomila Welsh-Ovcharov,uma das curadoras da exposição "Van Gogh em Paris", em 1988, no Museu d'Orsay. "Este caderno é conhecido apenas pelos proprietários, eu e a editora", disse há alguns meses à AFP Bernard Comment, editor da obra, que já havia reeditado em 2014 uma biografia do famoso pintor holandês, escrita por Viviane Forrester. Questionado sobre o conteúdo, contentou-se em responder: "É incrível, deslumbrante".
Mesmo tendo em vista a opinião dos especialistas sobre o caderno não ser de Van Gogh, a publicação será lançada simultaneamente na França, Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Holanda e Japão.
Van Gogh estabeleceu-se em Arles no fim da vida. Foi ali que, em 23 de dezembro de 1888, o artista cortou parte de sua orelha após uma discussão com Paul Gauguin. O artista cometeu suicídio aos 37 anos em Auvers-sur-Oise, em 29 de julho de 1890. Ele é considerado um dos maiores artistas de todos os tempos.


