Nesta enésima versão da saga de Joana D’Arc, que ocorreu na França no século 15, a santa é interpretada pelo top model Milla Jovovich. O filme começa com Joana aos 8 anos, quando tem as primeiras visões divinas que lhe orientam para agir guiada por Deus. Uma década depois, a jovem, então com 19 anos, lidera uma cruzada do exército de seu país contra a invasão inglesa, que culmina na coroação do herdeiro francês Charles VII, em uma inspirada interpretação de John Malkovich.
Para quem gostou dos personagens de ‘‘O Profissional’’ e do visual de ‘‘O Quinto Elemento’’, este terceiro filme americano do cineasta francês Luc Besson vai parecer bem estranho. A impressão é que com ‘‘Joana D’Arc’’ ele resolveu seguir a receita do sucesso fácil, seguindo rigorosamente a cartilha de Hollywood. Se nos filmes anteriores Besson dava a histórias banais uma sensibilidade européia aliada a um dinamismo próprio, neste seu novo trabalho ele parece ter se rendido ao sistema.
Nem as imagens inusitadas e impressionantes que marcaram os outros filmes do cineasta aparecem em ‘‘Joana D’Arc’’. Cada cena do filme é um grande apanhado de todos os clichês já mostrados em outras produções semelhantes. Milla Jovovich emprestou leveza à angustiada Joana, mas lhe faltou a forte agonia e a fé que moviam a personagem. Não foi esta Joana D’Arc mostrada por Besson que libertou a França, se tornou mártir e santa. Milla bem que se esforça, mas como atriz ela é uma ótima modelo.
Luc Besson apostou nas imagens para contar seu roteiro insosso baseado numa história complexa, mas seu deu mal. A vida de Joana D’Arc continua sendo um mistério. O filme tem uma grande sacada: é quando a consciência da jovem (personificada pelo ator Dustin Hoffman) questiona a validade de seus atos em nome de Deus. Mas, infelizmente, o que parecia ser uma idéia interessante faz pouco sentido no universo criado por Besson. Lançamento da Columbia. Duração: 155 minutos.
OUTROS LANÇAMENTOS
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Reprodução
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Filme mostra três gerações de mulheres vivendo situações limite
As Lobas
Esta produção espanhola, dirigida por Alvaro Fernandez Armero, mescla comédia urbana com violência, sexo e ternura. ‘‘As Lobas’’ mostra três gerações de mulheres bem diferentes que, por uma triste coincidência, passam 24 horas juntas em uma pequena cidade. Durante esse tempo, as três encontram personagens surrealistas que as fazem passar por situações limite. Em 24 horas, elas encontram tempo para se gostarem, se odiarem e compartilharem seus mais íntimos segredos.
Sol tem 27 anos e é vendedora de cosméticos, Virginia, uma mulher mais velha, não pode afirmar que a vida lhe tem sido gentil e Patrícia, uma adolescente que se propõe a atravessar a Espanha de mochila nas costas à procura de seu amado. Três mulheres e três lições de amor e vida. O elenco traz Penelope Cruz, que atuou em ‘‘Tudo Sobre Minha Mãe’’, de Pedro Almodóvar. Lançamento da Europa Filmes. Duração: 87 minutos.
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Divulgação
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Novo filme de Neil LaBute peca pelo excesso de verborragia
Seus Amigos, Seus Vizinhos
Se em ‘‘Na Companhia de Homens’’ o cineasta Neil LaBute chocou ao mostrar dois homens seduzindo brutalmente uma jovem surda, em ‘‘Seus Amigos, Seus Vizinhos’’, ele exagera em seus personagens improváveis. O filme é uma irônica descrição das relações interpessoais do final dos anos 90. O sexo é a palavra-chave deste filme que peca pelo excesso de verborragia, mostrando um grupo de amigos que faz um swing às escuras.
Três casais se envolvem em uma teia de traições, sexo e decepções durante os confusos anos 90. Na verdade, são pessoas com códigos morais bem diferentes que buscam novas experiências e aventuras com seus amigos e vizinhos. Mas o filme se perde em discursos que não levam a nada, muito menos à cama. Lançamento da Warner. Duração: 100 minutos.

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