Tóquio - Tóquio, a capital japonesa, ainda guarda vários traços das tradições milenares nipônicas, com templos e santuários muito bem conservados. Mas, em algumas cidades do país, é possível se sentir mais perto do Japão dos samurais, aquele que ainda é mantido longe dos avanços da tecnologia e da correria das grandes cidades.
Um desses refúgios fica a apenas uma hora da capital do país. É Kamakura, pequena cidade ao sul de Tóquio que chegou a ser o centro político japonês durante o xogunato de Minamoto Yoritomo, em 1192. Mesmo perdendo a posição, manteve os templos e outros monumentos históricos da sua época de glória.
Um deles é o Grande Buda, uma imensa estátua de bronze que pode ser vista no templo Kotokuin. Com 13 metros de altura, é o segundo maior Buda do Japão o primeiro está em Nara, outra importante cidade histórica japonesa, localizado no centro-sul do país.
O principal santuário de Kamakura é o Tsurugaoka Hachimangu, fundado por Minamoto Yoriyoshi, em 1063, e levado ao seu sítio atual por Yoritomo, em 1180. O local é dedicado a Hachiman, o espírito patrono da família Minamoto, e conta com uma longa escadaria e um grande parque, onde são realizados vários eventos durante o ano. O principal ocorre no réveillon, quando o local recebe dois milhões de visitantes.
Outra grande atração de Kamakura é o Kenchoji, um dos mais antigos templos zen-budistas do Japão e o primeiro fundado em Kamakura. Ele foi construído em 1253 pelo xogum Hojo e hoje é uma escola de zen-budismo. O sino localizado no pátio interno do Kenchoji é considerado um tesouro nacional.
Mais afastada de Tóquio, a cidade de Kyoto, localizada no centro-sul do país, abriga o maior número de templos em todo o Japão e é a principal referência para quem busca as raízes japonesas. Antiga capital nipônica (794-1868), é atualmente a sétima cidade mais populosa do Japão, com 1,4 milhão de habitantes.
Durante a 2 Guerra Mundial, Kyoto escapou dos ataques americanos e, assim, tem intactos vários de seus monumentos históricos.
O mais famoso é o Kinkakuji, o Pavilhão Dourado, também conhecido como Rokuonji. O templo, coberto por ouro, atualmente abriga relíquias de Buda, mas já foi a moradia do xogum Ashikaga Yoshimitsu, entre 1397 e 1408. Em 1950, um fanático incendiou o local, e a restauração terminou apenas em 1955. (M.O./AE)

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