''Visitas'' animam e dão lucro a casais de idosos
Com os quatro filhos morando fora, o casal Leovegildo Dalmas, 75 anos, e Maria Dalmas, 71, aguarda ansioso a chegada dos visitantes do Museu Rural em que foi transformado o moinho de sua propriedade. As excursões ou visitas individuais são diárias.
Agora ficou mais animado. Gosto de prosear com o povo, conta Leovegildo, neto de italianos. Sua mulher também está empolgada com o aumento das vendas dos queijos que produz. Na propriedade de Antônio Patel, a produção de vinho deste ano 400 litros foi rapidamente comprado pelos turistas. Agora minha mulher vai fazer doces de uva e laranja e eu estou aumentando o parreiral, conta.
O coordenador municipal de Cultura, Ari Kruger dos Passos, diz que a prefeitura vai estimular os colonos a lucrar ainda mais, com a instalação de pousadas e restaurantes para atender os visitantes. Com minifúndios, a economia de Porto União é baseada na agropecuária principalmente a fruticultura e a indústria madeireira.
As visitas aos museus podem ser feitas todos os dias. Não há horários definidos, mas, no meio rural, os moradores costumam acordar cedo e se recolher antes do pôr do sol. O único perigo é chegar à propriedade e não encontrar ninguém, já que as famílias não têm qualquer contrato com a prefeitura e podem sair de casa quando quiserem. (V.D.)





