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Visita virtual ao MON - o 'olho' da arte

Que tal visitar museus nesta quarentena? Hoje a Folha 2 sugere o MON que disponibiliza pela internet três exposições no formato 3D

Marcos Roman - Grupo Folha
Marcos Roman - Grupo Folha

Driblar o tédio e a solidão durante a quarentena imposta pela pandemia do novo coronavírus tem exigido altas doses de criatividade. Uma boa alternativa para manter a programação cultural em dia durante o confinamento obrigatório é realizar visitas virtuais a museus espalhados pelos quatro cantos do mundo. A dica é iniciar a tour pelo Museu Oscar Niemeyer (MON), que apesar de estar localizado em Curitiba ainda é pouco explorado por muitos paranaenses.  


Conhecido pelo "olho' arquitetônico criado por Oscar Niemeyer, o museu oferece pelo lado de dentro a vista de obras igualmente belas
Conhecido pelo "olho' arquitetônico criado por Oscar Niemeyer, o museu oferece pelo lado de dentro a vista de obras igualmente belas | Leonardo Finotti/ Divulgação
 

 

Inaugurado em 2002, o MON é considerado o maior museu de arte da América Latina e conta com um espaço de cerca de 35 mil metros quadrados de área construída, incluindo 17 mil metros quadrados de área para exposições. A vista externa do prédio em estilo moderno projetado pelo arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer em 1967 é deslumbrante.  




Inaugurado em 1978 e batizado como Edifício Presidente Humberto Castelo Branco, o espaço serviu de sede de várias secretarias de Estado até o ano de 2001, quando passou por adaptações e ganhou um anexo, popularmente chamado de Olho, também projetado por Niemeyer. Instalado à frente do edifício principal e internamente ligado a ele por um túnel, o anexo tem 30 metros de altura e é composto por quatro pavimentos. Já o prédio principal, distribuído em três pisos – subsolo, térreo e primeiro pavimento.  


Acervo respeitável 

O MON abriga cerca de 7 mil obras de importantes nomes da produção artística nacional e internacional ligados às artes visuais, arquitetura e design. O acervo do museu conta com obras de artistas mundialmente conhecidos. Entre eles Tarsila do Amaral, Cândido Portinari, Oscar Niemeyer, Ianelli, Caribé, Tomie Ohtake, Andy Warhol, Di Cavalcanti e Francisco Brennand.  


Considerado uma instituição de referência em artes visuais no Brasil e no mundo, o MON tornou-se rota das grandes exposições nacionais e internacionais, recebendo mostras importantes. Em 2012, o espaço foi eleito um dos 20 museus mais bonitos do mundo pelo guia norte-americano Flavorwire.  Em 2014, foi eleito como um dos 20 lugares mais bonitos do Brasil pela rede norte-americana de notícias CNN.  


Visitas virtuais em 3D 

Acessando o site do MON - museuoscarniemeyer.org.br -  o público tem a oportunidade de fazer visitas virtuais em 3D a três exposições. Uma delas é a mostra “O Mundo Mágico dos Ningyos”, que apresenta ao público uma coleção de bonecos japoneses. Os objetos fazem parte do acervo de arte asiática formado por mais de três mil peças e doado recentemente pelo embaixador Fausto Godoy.  


A curadora da exposição, Denise Mattar, explica por que os Ningyos ocupam um lugar diferente na sociedade japonesa, em relação aos bonecos no Ocidente. “Para nós, eles são brinquedos, enquanto que no Japão são objetos cheios de significados milenares, que evocam uma atmosfera mágica e ritualística. São muito valiosos, frágeis e guardados como tesouros de família”, diz. O significado da palavra Ningyo é “forma humana”: nin (humano, gente) e gyo (forma). Tradicionalmente, os bonecos são presentes auspiciosos para desejar longevidade, saúde e fertilidade aos recém-nascidos.  


Visitando a exposição “África, Mãe de Todos Nós: Conexão entre Mundos” o público poderá conferir uma significativa coleção de máscaras africanas. É um conjunto de cerca de 20 máscaras elaboradas por artistas dos povos que foram trazidos para as Américas na condição de escravos, como os punu, igbo, baulê e iorubá.  


Exposição "Ásia a terra, os homens, os deuses", entre as preciosidades do MON que podem ser visitadas virtualmente
Exposição "Ásia a terra, os homens, os deuses", entre as preciosidades do MON que podem ser visitadas virtualmente | Divulgação
 


Já na mostra “Ásia: a terra, os homens, os deuses” os visitantes conseguirão visualizar melhor como era uma pequena casa no Japão ou o gabinete de um mandarim literato na China do século 17, por exemplo. A exposição reúne objetos da China, Japão, Índia, Paquistão, Butão, Irã, Afeganistão e Myanmar. Um dos destaques é o recipiente para pincéis (Bitong) da Dinastia Ming (1368-1644).  

Também estão expostas gravuras, papéis e tapetes criados em diferentes tempos de guerras da humanidade. São obras como xilogravuras da Revolução Cultural da China, desenhos e pôsteres da Guerra do Vietnã e tapetes da Guerra do Afeganistão feitos por crianças.  


Comece seu passeio pelo MON clicando aqui: aqui

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