Visita aos fortes é uma
viagem de volta ao passado
Da Redação
ReproduçãoForte da Lagartixa, na avenida Jequitaia, Cidade BaixaAlém dos tradicionais passeios às famosas igrejas - como a de São Francisco, com seu interior todo folheado a ouro; a do Bonfim, de tantas devoções e milagres; a da Conceição da Praia, que veio desmontada de Portugal, entre várias outras - muitos monumentos centenários, entre palácios, museus, grandes solares da nobreza estão abertos à visitação pública. Porém, o coração bate mais forte quando se faz uma visita aos quatro fortes do Exército, abertos aos visitantes com apoio do governo estadual. A guarda está vestida com as roupas coloridas da Força, de séculos atrás, com armamento da época, e recebeu treinamento apropriado para trabalhar diretamente com turistas, nacionais e estrangeiros.
A visita aos fortes é uma viagem de volta ao passado. As fortalezas representam muito da vida de uma cidade, pois a povoação geralmente nasce a partir da construção de um forte.
O Forte de Mont-Serrat é considerado ‘‘uma das melhores obras militares do Brasil Colônia’’, construído entre os séculos 16 e 17. Do forte pode-se avistar a paisagem da Baía de Todos os Santos, da ilha de Itaparica e da Cidade Baixa. Atualmente é sede do Museu de Armaria, criado em 1993 pelo Comando da VI Região Militar.
O Forte de São Pedro, erguido no século 18, que fica próximo ao Campo Grande, teve importante função na defesa da cidade. O Forte de São Diogo, localizado no Porto da Barra, foi construído no século 17 e atuou belicamente em maio de 1638, por ocasião da invasão holandesa, quando Maurício de Nassau enviou a sua frota contra a cidade. E o Forte de Santo Alberto, mais conhecido como Forte da Lagartixa, na avenida Jequitaia - Cidade Baixa, foi construído na primeira metade do século 17 e desempenhou papel importante nas invasões holandesas, entre 1624 e 1638.

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