|
  • Bitcoin 99.874
  • Dólar 5,2536
  • Euro 5,5065
Londrina

Folha 2

m de leitura Atualizado em 23/05/2022, 17:20

Vira o disco: é tempo de nostalgia

Entre curiosos e fidelizados, lado ativo do mercado de vinis segue tendência positiva

PUBLICAÇÃO
terça-feira, 24 de maio de 2022

Walkiria Vieira - Grupo Folha
AUTOR autor do artigo

Foto: Gustavo Carneiro/Grupo Folha
menu flutuante

A música reúne e tem o poder de transformar  um ambiente. Popular, erudita, ou eletrônica encontra gosto certo. A sertaneja, a bossa, o rock e o samba também. Há lugar, hora e ouvido para todos os estilos musicais. Se a memória encarrega-se de torná-las inesquecíveis - seja a trilha sonora de um filme, uma fase da vida ou um jingle publicitário -, a forma de ouvi música mudou, mas o sentimento a essa arte persegue aqueles que fazem da música para os ouvidos, hábito. 

Para o músico, colecionador de vinis e proprietário da loja Malucas Discos, Lucas Ricardo Silva, a música tem papel essencial em sua rotina desde muito menino. Foi apresentado a Elvis e Beatles por sua mãe  e a  banda do tio Ideval Zanoni , a The Packers, também está em sua memória como um símbolo de sua inclinação para a arte. Baterista da banda Búfalos d´Água, que tem 25 anos de história, Silva acaba de inaugurar sua loja física de discos de vinil, com cerca de 2.200 títulos.

O local escolhido foi o Centro Comercial, localizado na rua Piauí, nº 181 e que guarda relação com a história musical de Londrina. "Aqui funcionou a Oasis Discos, depois virou Jardim Elétrico", recorda. Com um acervo predominantemente de bandas de rock, o músico explica que possui todos os estilos: "MPB, jazz, blues, orquestras, sertanejos, música infantil, alemã, italiana, francesa", cita. 

Há oito anos, as vendas online e as participações em feiras são uma realidade para o comerciante e ele considera que a loja física, além de ser um local acessível, representa também um ponto de encontro para as pessoas que são fãs de discos de vinil. "Para conversarem sobre música, trocar informação. A Footloose, que ficava na Sergipe nos anos 90, era um verdadeiro point. Quem gostava de ouvir música, se reunia lá", recorda ele sobre uma antiga loja.

Imagem ilustrativa da imagem Vira o disco: é tempo de nostalgia Imagem ilustrativa da imagem Vira o disco: é tempo de nostalgia
|  Foto: Gustavo Carneiro
 

Os bolachões na parede se impõem. Pela raridade, pelas marcas do tempo e robustez. Podem ser tocados, escutados e apreciados - pelas mãos e sonoridade. "É diferente de ouvir no spotfy, pois fica evidente que um trabalho de estúdio e mixagem passa despercebido e acaba compactado na versão digitalizada."

A dose de nostalgia varia de um amante de vinil para outro e o valor e reconhecimento  a cada álbum são únicos. Camisetas e livros compõem o mix com identidade. 

De acordo com Silva, há títulos que se tornam referência pelo valor que alcançam no mercado, como um vinil de Arthur Verocai, comprado por R$ 15 mil. "Esse é considerado uma brasilidade, é o que sei, mas há outros situações como o fato de ter tido prensagem única, cita. Na lista dos desejos de muitos fás de hip hop, está o disco da banda House of Pain, de 1992. "Foi prensado no Brasil e com uma tiragem pequena. À  venda e muito cobiçados, podem ser vistos de pertinho raridades como a reedição de "Rap é compromisso", do rapper Sabotage; "Racional", de Tim Maia; "A reedição de A Tábua de Esmeralda", de Jorge Ben, de 1974, por exemplo. 

Serviço:

Malucas Discos

Centro Comercial Londrina - Rua Piauí, 197 -  loja 75

De segunda a sexta, das 14 às 19 horas. Aos sábados, das 9 às 17 horas

Instagram e facebook: malucasdiscos

Receba nossas notícias direto no seu celular, envie, também, suas fotos para a seção 'A cidade fala'. Adicione o WhatsApp da FOLHA por meio do número (43) 99869-0068 ou pelo link wa.me/message/6WMTNSJARGMLL1