Ilustrando a história real da compositora, artista plástica, ceramista e cantora chilena Violeta Parra, não surpreende que o filme ''Violeta foi Para o Céu'' - estreia desta semana na programação do Cine Com-Tour/UEL - seja a obra escolhida para pegar carona na grade do Londrix (Festival Literário de Londrina); de maneira conceitual e estética, o longa do diretor chileno Andrés Wood tenta se expressar de forma vanguardista, mas acaba por tropeçar dentro da estrutura em seu próprio quebra-cabeças.

Mesmo sendo vencedor do Festival independente de Sundance este ano, não é por acaso que o longa dividiu opiniões do público e crítica. Com uma sequência narrativa que dispensa a lineariedade - e que quase arrisca um surrealismo, por meio de fragmentos poéticos - acompanhamos diversas fases na vida de Parra (Francisca Gavilán), que acontecem simultaneamente.

Entre 'flashes' da entrevista em um programa de televisão, surge o relacionamento conturbado com seu pai bêbado, a caminhada pelas montanhas com seu filho pequeno e seu esforço para se dedicar à sua vocação artística. ''Picotada'', a história de Parra muda definitivamente quando ela encontra o músico suiço Gilbert Favre (Thomas Durand), homem que foi o grande amor de sua vida.

Leia a crítica completa de Rafael Ceribelli em conteúdo exclusivo para assinantes da FOLHA.

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