A paixão de Inami está estampada na decoração da minúscula sala (6m x 3m) que ocupa no Conservatório de MPB. Artefatos indígenas, publicações sobre folclore e centenárias violas tomam conta de estantes e paredes. Uma pequena mostra do acervo que o professor foi acumulando ao longo de pelo menos quatro décadas dedicadas às artes e tradições consideradas por alguns primitivas. Grande parte do material se perdeu, desde que Inami foi ‘‘dispensado’’ do Departamento de Arqueologia do Museu Paranaense, no início da década de 80.
‘‘Eu estava doente e quando voltei encontrei minhas coisas todas encaixotadas. Disseram que folclore não é história’’, conta, preferindo não citar nomes. ‘‘Não tenho mais idade para criar confusão.’’ Antes da morte da mãe, Inami guardava tudo na espaçosa casa da família, próxima ao conservatório de MPB. ‘‘Tentei doar para a criação de um museu, mas não quiseram em Curitiba. Quase tudo se perdeu pois não tinha onde guardar.’’(A.P.)

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