O violonista Octavio Camargo é conhecido do público que gosta de música contemporânea. Instrumentista dos mais ativos, recentemente levou uma peça junto a um grupo de músicos, em que a platéia olhava para eles e eles para a platéia, sem som algum. Não é o que vai acontecer no recital que dará nesta quinta-feira, no Museu de Arte Contemporânea, dentro da Série Experimenta, promovida pela Secretaria de Estado da Cultura.
Camargo executará a ‘‘Sonata nº 1’’ e ‘‘Três Tentos’’, do alemão Hans Werner Henz, e as releituras das músicas de Tom Jobim, enfeixadas na ‘‘Suíte G’’: ‘‘Desafignado’’ e ‘‘Ágguas de Março’’. Encerra a sessão com a performance sobre ‘‘Os Lusíadas’’, de Camões. Início do espetáculo às 19 horas, com entrada franca.
Octavio Camargo explica que a sonata de Henz - também chamada de Royal Winter Music -, composta em 1976, foi inspirada em personagens como Gloucester (‘‘Rei Lear’’), Romeu e Julieta (‘‘Romeu e Julieta’’), Ariel (‘‘A Tempestade’’), Ofélia (‘‘Hamlet’’), Oberon (‘‘Sonhos de uma Noite de Verão’’).
Composta em 1976 a peça é uma música atonal, ‘‘daquela que a pessoa não sai do recital assobiando na rua’’, diverte-se o violonista. Faz parte do experimentalismo contemporâneo, bem ao gosto do artista.
Na segunda parte terá a ‘‘Suíte G’’ e Camões. Camargo declama as oitavas de 1 a 12 do Canto 1 do épico. O poema foi levado a diversos espaços, tendo, inclusive, ido parar num especial da TV Educativa. ‘‘É importante levar a palavra onde quer que se vᒒ, entende o performer.Haroldo ViegasO violonista Otávio Camargo apresenta espetáculo reunindo compositores eruditos contemporâneos e Tom JobimZeca Corrêa Leite

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