Viola quebrada recupera clássicos dos caipiras
Viola quebrada recuperaclássicos dos caipiras
As músicas clássicas do repertório caipira serão apresentadas hoje pelo grupo Viola Quebrada, na Pizzaria Estação
O grupo Viola Quebrada faz uma apresentação hoje em uma pizzaria de Curitiba mostrando os clássicos da tradicional música caipira
Luiz Claudio Oliveira
Reunindo violões, viola caipira, acordeon, baixo elétrico e percussão, o grupo Viola Quebrada está resgatando um repertório com o que há de melhor na tradicional música caipira brasileira. Depois de shows em teatros, o grupo apresenta-se hoje em um local alternativo de Curitiba, a Pizzaria Estação, que começa a abrir suas portas para shows intimistas.
Quando se fala em música caipira, tem que se pensar na música de raiz e não se pode confundir com o sertanejo romântico atual, que está mais para o pop. O próprio nome do grupo foi tirado do título de uma canção composta por Mário de Andrade.
No repertório do show passeiam também nomes que deveriam ter estátuas em praças públicas de várias cidades do país. Eis apenas alguns exemplos das músicas: Flor do Cafezal (Luiz Carlos Paraná), Sertaneja (Raul Torres), Romance de uma Caveira (Alvarenga e Ranchinho), Estrada do Sertão (João Pernambuco e Hermínio Bello de Carvalho), Cana Verde (Tonico e Tinoco) e, é claro, As Mocinhas da Cidade (Nhô Belarmino), entre muitas outras.
O grupo Viola Quebrada é formado por Oswaldo Rios (voz e violão), Margareth Makiolke (voz e violão), Rogério Gulin (viola caipira), Maurílio Ribeiro (violão e contrabaixo), além dos convidados José Vicente (acordeon), Liane Guariente (voz) e Andrea Bernardini (voz). Em shows nos teatros há ainda a presença de um baterista.
O próximo passo do grupo será a gravação de um CD, com apoio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Curitiba. Do disco deverão participar o violeiro Roberto Corrêa, a dupla Pena Branca e Xavantinho e o músico e compositor João Pacífico.
Oswaldo Rios, um dos fundadores do grupo, é nascido em Planaltina e atua na área musical desde 1980. Atualmente é presidente do Clube dos Compositores de Curitiba. Tem músicas gravadas por Arrigo Barnabé, Carlos Careqa e o Coral da UFPR e tem parcerias com vários poetas da cidade. Desde 1993 começou a pesquisar mais a fundo o repertório da música caipira brasileira e criou a dupla 2 de Paus, voltada para o resgate das antigas duplas de cantadores que tinham como característica o humor. Com o Viola Quebrada, estende este resgate a todo o tipo de música caipira.
Margareth Makiolke é natural de Londrina, viveu por oito anos em Salvador (BA) e, em Curitiba, estuda Musicoterapia e Licenciatura em música na Escola de Música e Belas Artes do Paraná. Rogério Gulin é formado em violão e fez especialização em viola caipira com o violeiro Roberto Corrêa. Hoje, é professor de viola caipira do Conservatório de MPB de Curitiba.
Maurílio Ribeiro toca violão e contrabaixo e começou carreira nos anos 80. Morou por vários anos na Europa, principalmente na França e na Suíça tendo trabalhado como músico. Hoje, mantem um programa de música instrumental na Rádio Educativa FM, em Curitiba.
Show com o Grupo Viola Quebrada cantando a música caipira brasileira. Estação Pizzaria (Rua Portugal, 219, fone 041 222-2025). Hoje às 21 horas.





