VINTE ANOS SEM JOHN LENNON
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 04 de dezembro de 2000
Estelio Feldman De Londrina 
No dia 8 de dezembro de 1980, um louco, Mark Chapman, que se dizia fã, matou John Lennon diante do prédio em que morava, em Nova York, o Dakota. Passados 20 anos, a memória de Lennon continua viva, não sendo sequer necessária a passagem de alguma data para relembrá-la. Ainda assim, pelo menos dois canais da TV a cabo, o P+A e o GNT, estão com programação especial alusiva ao vigéssimo aniversário da morte do ídolo.
O Canal GNT exibe exatamente no dia 8, a partir de 23 horas, o documentário Gimme some truth: O making of do álbum Imagine de John Lennon, com os bastidores da gravação do disco.
No verão de 1971, Lennon e Yoko foram para o estúdio, de propriedade deles, em Tittenhurst Park, na Inglaterra, e gravaram o clássico Imagine. Os dois tiveram a preocupação de filmar cada aspecto das sessões de gravação e essas imagens constituem, efetivamente, a essência do documentário. Nele está o progresso de cada canção, desde a concepção dos arranjos até o resultado final. Como Imagine é certamente o álbum mais reverenciado de John Lennon, o documentário abre as portas de Tittenhurst Park, o lar dos Lennon, para que todos possam ver o trabalho de um dos grandes astros do século 20, um dos mais importantes nomes da música de todos os tempos.
Também no dia 8, o Canal P+A apresenta dois especiais diretamente ligados a John Lennon. O primeiro, que vai ao ar às 10 horas da noite, aborda o homem que naquele dia, há 20 anos, matou o compositor, em Nova York: Mark Chapman. O especial O homem que matou John Lennon mostra a figura do criminoso, aponta suas motivações e faz um quadro pleno do homem que, afirmando ser fã, acabou com a vida de Lennon. O julgamento de Chapman deve ser igualmente apresentado, não se sabendo apenas se o especial mostrará a atual luta do criminoso que pretende obter o benefício da liberdade condicional após cumprir boa parte da pena. Como se sabe, a mais recente tentativa do advogado de Chapman foi frustrada e a Justiça decidiu que ele deve continuar preso.
Já na madrugada do dia 9, à uma hora da manhã, será exibida a história de Brian Epstein, o empresário que foi, sem dúvida, um dos grandes responsáveis pelo surgimento e explosão dos Beatles. Epstein, com muita visão e rara sensibilidade, realizou um grande trabalho levando os 4 jovens de Liverpool ao estrelato mundial e foi só depois de sua morte que o grupo acabou se dissolvendo.
Os dois especiais do P+A serão reapresentados no sábado, em sequência: às 5 da tarde, será mostrada a história de Brian Epstein e uma hora depois ocorrerá a exibição da história sobre o assassino de Lennon.
Músico e compositor inglês, John Lennon nasceu em Liverpool, no dia 9 de outubro de 1940. Já tocava com Paul McCartney, desde 1956. A partir de 1960, ambos além de George Harrison e Ringo Starr formaram o conjunto The Beatles, que viria a revolucionar não só a música mas também os costumes e o comportamento de toda uma geração, com suas roupas extravagantes e cabelos compridos. Os Beatles ganharam destaque a partir de 1963. John Lennon e McCartney foram os autores da maioria das músicas do grupo sucessos como Hey Jude e Yesterday.
Em 1970, o grupo se desfez e Lennon iniciou uma carreira solo, acompanhado da mulher e musa Yoko Ono. Fez sucesso com os LPs Imagine e Double Fantasy. Participou de movimentos pacifistas não apenas manteve seu status de superstar mas até o superou, deixando claro um gênio que foi além do grupo. Como ele, apenas Paul McCartney conseguiu fazer sucesso fora do grupo. Todavia, os maiores especialistas consideram que Lennon foi o mais destacado do quarteto. Sua morte representou um duro golpe para os fãs, em todo o mundo. E deixou um vazio que dificilmente será preenchido.


