Vinho com arsênico no menu

Reprodução‘‘O Último Jantar’’: jantares servem de pretexto para envenenar conservadoresA exemplo do filme ‘‘Esse Mundo é um Hospício’’ de Frank Capra no qual velhinhas matavam solitários para aliviar seu sofrimento, em o ‘‘O Último Jantar’’, um grupo de amigos se auto-elegem juízes do destino humano, matando pessoas que eles acreditam não serem dignas de viver. Essa comédia de humor negro dirigida pela estreante Stacey Title, é de tirar o fôlego e não deixa de ter uma certa semelhança com outro ótimo filme ‘‘Cova Rasa’’. Com diálogos ácidos e uma fotografia altamente estilizada ‘‘O Último Jantar’’ é inteligente e perturbador.
Durante um jantar, cinco amigos que moram juntos no Estado de Iowa (EUA), onde cursam mestrado, matam acidentalmente um convidado que se torna violento após ter suas idéias fascistas questionadas pelos anfitriões. Depois de superarem o trauma, os jovens concluem que o cara realmente merecia morrer porque poderia ser um futuro Hitler. A partir de então, eles resolvem promover jantares para pessoas que eles acreditam ser conservadoras. Caso elas não mudem de opinião durante a refeição, são levadas a beber junto com a sobremesa uma taça de vinho branco com arsênico.
Em menos de uma hora de filme, eles matam dez pessoas. Entre elas, um reverendo que acreditava ser a Aids a cura para uma doença chamada homossexualismo. Todas são enterradas no fundo do quintal e sobre os túmulos são plantados pés de tomates que, ironicamente, são servidos no jantar em forma de saladas e molhos. No entanto, eles começam a perder o controle da situação e sequer dão chances para a pessoa mudar de opinião. O final é surpreendente. É um filme para quem está interessado em ver algo inteligente. No elenco estão Cameron Diaz, Ron Eldard e Jonathan Penner. ‘‘O Último Jantar’’ participou com destaque do Sundance Festival do ano passado. Duração: 94 minutos.
(C.M)

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