Vilões marcam presença em tramas adolescentes
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segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Camila Monroe <br> Folhapress 
São Paulo - Toda trama que se preze, independentemente do horário em que é exibida, tem mocinhos e vilões. Essa receita básica também está presente nas novelas juvenis -que despertam identificação do público, mesmo com os personagens mais malvados. Pelo menos é o que afirmam as autoras Ingrid Zavarezzi, de ''Malhação'' (Globo), e Margareth Boury, de ''Rebelde'' (Record).
''Rebelde'' tem dois vilões. O recém-chegado Binho (Pedro Cassiano) é ex-namorado de Roberta (Lua Blanco) e arma todas para tê-la de volta. ''Por se tratar do público adolescente, os fãs sentem muito a dor dos protagonistas. Mas eles também me falam que se identificam com o Binho. Acho que todos nós, jovens, temos momentos de vilania'', opina Cassiano.
Pilar (Rayanna Carvalho), a outra vilã de ''Rebelde'', costuma tirar vantagem dos outros por seu pai, Jonas (Floriano Peixoto), ser o diretor da escola. ''Vilões são importantes. A maioria dos adolescentes apronta mesmo, ''fura o olho' do amigo, trapaceia e mente um pouco. Ver as consequências dessas atitudes em modelos da TV pode ajudar na formação de valores'', afirma Margareth.
Em ''Malhação'', Betão (Lucas Cordeiro) é um vilão menos malvado. ''Não chega a tramar contra os outros, mas é mimado, egoísta e egocêntrico. Tenho percebido que os espectadores se identificam com ele justamente por esses momentos, tão comuns na adolescência'', diz Ingrid.
Redenção no final
Tanto em ''Malhação'' quanto em ''Rebelde'', os personagens que aprontam para cima de todos vão perceber seus erros e se redimir.
Na trama global, Betão, que vive implicando com o protagonista Gabriel (Caio Paduan), vai entender que o sentimento que nutre pelo outro é só ciúme juvenil. ''Ele era o popular do pedaço, tinha a autoestima lá na Lua. O Gabriel apareceu e, quase sem esforço, conquistou a simpatia de todos. Isso afetou Betão'', diz Ingrid Zavarezzi, autora da trama.
Já em ''Rebelde'', os malvados Pilar e Binho vão perceber que tentar separar os casais apaixonados do colégio não é um bom negócio. ''Torço para que eles fiquem juntos. Rola uma atração mútua ali, isso já está evidente. Só que eles são muito orgulhosos e não querem assumir que se gostam. Mas isso deve mudar em breve'', diz Cassiano.


