O Museu da Imagem e do Som homenageia, a partir de hoje, com uma mostra de vídeo, os 100 anos de nascimento do escritor espanhol Federico Garcia Lorca (1898 - 1936). A mostra ‘‘100 Anos de Garcia Lorca’’ que inclui três grandes obras do escritor, transpostas para o cimena por célebres cineastas, vai até sexta-feira.
A programação começa às 19 horas com ‘‘A Casa de Bernarda Alba’’ (Espanha - 1996), dirigido por Mario Camus, com Ana Belen, Enriqueta Carballeira, Florinda Chico e Mercedes Lezcano.
Amanhã, também às 19 horas, o MIS exibe ‘‘Yerma’’ (Alemanha/Hungria-1984), de Imre Gyongyossy e Barna Kabay, com Gudrun Landgrebe e Mathieu CarriSre. Sexta-feira, dia 26, no mesmo horário, o público poderá ver ‘‘Bodas de Sangue’’ (Espanha 1981), com direção de Carlos Saura, com Antonio Gades e Cristina Hoyos. Em seguida haverá a exibição do documentário ‘‘Lorca: Vida e Morte’’, com produção de 1986 com duração de 60 minutos. As apresentações acontecem no auditório Aramis Millarch com entrada franca.
Fuentevaqueros, povoado da província de Granada, em Andaluzia, foi o berço de Federico Garcia Lorca, nascido em 1898 e morto em 1936. A influência da terra natal se encontra em toda a sua obra, desde ‘‘Primeras Canciones’’ até ‘‘La Casa de Bernarda Alba’’, combinação de tradição secular e do medernismo do século XX.
Garcia Lorca nunca pertenceu a um movimento literário específico, mas sua obra é repleta de aspectos das tradições andaluzas e espanholas, o que bem se percebe em sua dramaturgia maior, como ‘‘Yerma’’, ‘‘Bodas de Sangre’’ e em boa parte de sua poesia.
Desde 1933, conheceu muitos êxitos, mas apesar de não pertencer a partidos políticos, Lorca tornou-se um inimigo temerário para os regimes autoritários da época de Mussolini, na Itália, e Hitler, na Alemanha. Denunciado por um anônimo, foi preso e morto, e seu corpo deixado num barranco de Sierra Nevada. Lorca era grande amigo do poeta Juan Ramón Jiménez, do cineasta Luis Bu¤uel, do músico Manoel de Falla e de Salvador Dali.

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