Celso Mattos
de Londrina
Especial para a Folha2
Depois de quase três anos de atraso, chega às locadoras ‘‘A Música e O Silêncio’’, produção alemã que concorreu ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro junto com ‘‘O Que É Isso, Companheiro ?’’, em 1997, e assim como o brasileiro, acabou sendo derrotado por ‘‘Cárater’’, da Holanda. É um belo filme. Daqueles que conquistam o telespectador aos poucos. Singelo, simples e com fotografia e música apaixonantes. Como disse o New York Times: ‘‘Um filme rico em paixão, energia e alegria.’’
Apesar da narrativa lenta, ‘‘A Música e O Silêncio’’ tem uma estrutura linear muito semelhante às produções americanas. É um longa com começo, meio e fim. Não apresenta nada de inovador, mas nos convence pela humanidade de seus personagens. É uma fita sobre o som e o silêncio. Lara (Sylvie Testud) é uma garota que vive com os pais surdos-mudos, sendo o único meio de comunicação deles com o mundo exterior. Mesmo sendo uma menina, ela carrega nas costas o peso desta responsabilidade.
Na adolescência, Lara reencontra sua tia Clarrisa, uma bem-sucedida clarinetista de jazz. A jovem se apaixona pela música e decide ir para Berlim, se preparar para entrar para o Conservatório Musical Alemão. Para isso, Lara precisa tomar uma difícil decisão: deixar a casa dos pais no interior da Alemanha e partir em busca de seu sonho.
O ator Howie Seago, que interpreta o pai de Lara, é um dos mais conhecidos atores surdos-mudos dos Estados Unidos. Ele participou de ‘‘Star Trek – A Próxima Geração’’, e a atriz francesa Emmanuelle Laborit (mãe de Lara), também é surda-muda. Em 1992, ela ganhou o Moliére de Melhor Atriz de Teatro na França por sua atuação na peça ‘‘Filhos do Silêncio’’.
No Festival de Cinema de Tóquio, ‘‘A Música e O Silêncio’’ recebeu os prêmios de melhor filme e roteiro; no Festival de Chicago, abocanhou o prêmio especial do júri e no Festival de Vancouver foi considerado o melhor filme na opinião do público. Vale a pena conferir. Lançamento da Europa Filmes. Duração: 110 minutos.

OUTROS LANÇAMENTOS


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Sem uma trama bem definida, esta continuação é uma coleção de gags retardadas


Austin Powers
Uma coisa era certa: depois do sucesso do primeiro ‘‘Austin Powers’’, uma sequência era inevitável. Mas a fórmula usada uma vez, nem sempre obtém o mesmo resultado. ‘‘Austin Powers – O Agente Bond Cama’’, uma tradução brasileira pra lá de cretina, não repetiu o mesmo sucesso do original, mas também não decepcionou. Sem uma trama bem-definida como a do primeiro – um sujeito dos anos 60 que é obrigado a se adaptar aos anos 90 – está continuação é uma coleção de gags retardadas.
O filme, na verdade, é uma festa mais do Dr. Evil do que do próprio Austin. É ele quem tem as melhores cenas, os melhores diálogos e os momentos mais engraçados. O vilão emenda uma tonelada de piadas, tirando sarro dos rappers americanos e de filmes como ‘‘Independence Day’’ e ‘‘Jerry Maguire’’. Grande parte do sucesso do filme se deve ao talento do ator cômico Mike Myers que interpreta Austin e o Dr. Evil. Vale lembrar que ‘‘Austin Powers 3’’ já está em fase de produção. A trilha sonora do filme é um arraso, encabeçada por ‘‘Beautiful Stranger’’ com Madonna, que mereceu até uma indicação para o Globo de Ouro. Lançamento da CIC. Duração: 127 minutos.


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Sean Connery e Catherine Zeta-Jones: uma união que reserva surpresas


A Armadilha
Dirigido pelo inexpressivo cineasta Jon Amiel (quem já ouvir falar dele?), responsável por ‘‘Sommersby – O Retorno de um Estranho’’ e ‘‘Copycat – A Vida Imita a Arte’’, este longa que traz no elenco Sean Connery e a bela Catherine Zeta-Jones, está longe de ser um grande filme, mas cumpre diretinho seu papel de garantir diversão. A história é simples: um valioso quadro de Rembrandt é roubado de uma galeria nova-iorquina, num assalto ousado e tecnicamente sofisticado.
Catherine Zeta-Jones interpreta Virginia Baker, investigadora da seguradora que, após examinar a cena do crime, fica convicta da culpa de Robert MacDougal (Sean Connery), um mestre no roubo de obras de arte. Para recupear o quadro, ela se passa por ladra, oferecendo-se para trabalhar com MacDougal. A ligação entre os dois personagens reserva surpresas, muitas cenas de ação e suspense. E, é lógico, com algumas pitadas de romance. Afinal quem pode ficar imune à beleza de Zeta-Jones? Lançamento da Fox Home Vídeo, Duração: 113 minutos.Indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, ‘‘A Música e O Silêncio’’ conquista o telespectador pela humanidade dos personagens
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Reprodução‘‘A Música e O Silêncio’’ é um filme rico em paixão, energia e alegria

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