Celso Mattos
De Londrina
Chega às locadoras, com um certo atraso, um dos melhores filmes do ano passado: ‘‘Deuses e Monstros’’, outro grande injustiçado do Oscar. Das três indicações recebidas, levou apenas a estatueta de Melhor Roteiro Adaptado. O filme conta os últimos dias da vida do diretor James Whale, criador dos clássicos ‘‘Frankenstein’’ e a ‘‘Noiva de Frankenstein’’. Estigmatizado por Hollywood como o ‘‘pai do monstro’’ e também por causa de suas preferências sexuais, acabou se afastando do cinema em 1949, com 20 filmes no currículo e uma enorme frustração. Whale foi encontrado morto na piscina de sua mansão em maio de 1957. Suicídio.
Desde de ‘‘Ed Wood’’, de Tim Burton, o cinema não prestava uma homenagem tão feliz a um cineasta. O falecido diretor ganha vida na interpretação impecável de Ian McKellen que, a exemplo de Whale é homossexual assumido e também esnobado por Hollywood. ‘‘Deuses e Monstros’’ mostra a amizade entre Whale e o jardineiro Clayton Boone, interpretado com muita competência por Brendan Fraser.
O diretor e roteirista Bill Condon conduz o filme com uma melancolia cativante. Ele mostra James Whale como um homem elegante e prisioneiro de seus desejos, que detesta o rumo que sua vida tomou, mas que não abre mão de suas convicções. Intenso e poético, ‘‘Deuses e Monstros’’ é uma celebração de vida e morte. O diretor ainda conta com um elenco excepcional, no qual, além de McKellen e Fraser, destaca-se Lynn Redgrave, como a governanta de Whale, que deu a ela o Globo de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante.
Mas todo o mérito de ‘‘Deuses e Monstros’’ vai para Ian McKellen. Sua interpretação corajosa de um homem descartado por Hollywood por causa de sua opção sexual é poderosa e patética, exatamente como foi James Whale, um cineasta de grande talento que foi consumido por uma indústria intolerante. ‘‘Deuses e Monstros’’ é um filme muito bonito. E muito triste.
Lançamento da Alpha Filmes. Duração: 105 minutos.

ReproduçãoStudio 54Filme faz um mergulho na boate mais badalada da era discoMesmo sendo bastante superficial, ‘‘Studio 54’’ não merecia a malhação ferrada que a crítica fez na época de seu lançamento nos cinemas. É um filme agradável de assistir. Templo máximo da era disco, o Studio 54, em Manhattan era o lugar onde todos os descolados queriam estar em 1979. Era a casa noturna de Steve Rubell (Mike Myers), um anfitrião disposto a satisfazer a ânsia hedonista de ricaços e celebridades. Ele selecionava os convidados a dedo, numa lista restritíssima que incluía gente famosa como Truman Capote e Grace Kelly.
A trama focaliza a vida dos jovens que trabalhavam para Steve Rubell. Mas o destaque ficar para Shane O’Shea (Ryan Phillippe), um jovem ambicioso que tem uma ascensão meteórica dentro do clube por se adaptar perfeitamente aos esquemas do patrão. O problema do filme é que o elenco jovem não convence e os personagens são mal definidos. Todo o mérito de ‘‘Studio 54’’ vai para Mike Myers que está irreconhecível como Steve Rubell. Vale a pena conferir. Lançamento da Paris Filmes. Duração: 101 minutos.snuff film, mostrando uma jovem sendo assassinada por um homem mascarado. A missão dada a Welles é descobrir se a cena é verdadeira ou uma falsificação, e qual a participação do milionário na história. Para isso, ele precisa fazer uma viagem ao inferno dos filmes pornôs.
A podridão desse submundo ameaça sua sanidade, coloca em xeque suas crenças e pode acaba com a tranquilidade de sua vida familiar. Ao mesmo que tempo em que sente repulsa por aquele mundo devasso, o detetive é estranhamente atraído pelo que vê. Não há dúvida de que Joel Schumacher conseguiu fazer um dos trilhers mais sombrios e angustiados dos últimos tempos.Lançamento da Columbia. Duração: 123 minutos.

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