VÍDEO - Conto de fadas sombrio
O filme A.I. Inteligência Artificial foi um sonho acalentado por mais de 20 anos pelo cineasta americano Stanley Kubrick (1928-1999). Mas há sete anos, Kubrick escolheu o mago do cinema de entretenimento para torná-lo real. Para o cineasta, a história do menino-robô que sonhava se tornar humano, era perfeita para a sensibilidade do criador de E.T. O Extraterrestre, Steven Spielberg.
Apesar de ser um projeto de Kubrick, o filme tem pouco do cineasta. Na verdade, é a cara de seu diretor Steven Spielberg, que gastou 90 milhões de dólares para para ambientar sua fábula high tech numa terra afogada pelo degelo das calotas polares. O visual assombroso inclui uma Nova York submersa, cuja vista aérea só deixa ver o topo de arranha-céus e a tocha da Estátua da Liberdade.
Neste sombrio conto de fadas, o garoto Haley Joel Osment é David, um espécie de pinóquio futurista. Ele é um menino-robo criado pelo professor Hobby (William Hurt) e doado a uma família. Apesar de ter a capacidade de amar, David não é amado pelo pais porque não é humano. A cena mais forte do filme é quando a mãe o abandona sozinho em uma floresta habitada por outros mecas (robos).
É nessa floresta que David conhece Joe (Jude Law) um andróide feito para a satisfação sexual dos humanos. Juntos eles saem a procura da fada azul que poderá transformar David em um ser humano. Uma jornada que mistura ingredientes de Blade Runner e O Mágico de Oz. O garoto Haley Joel Hosment está perfeito no papel de um robo, sem nunca parecer ridículo.
O filme não teve o impacto esperado, mas é um bom trabalho. O grande defeito de A.I. é ser explicativo em excesso.
Lançamento da Warner. Duração: 150 minutos.
Diversão leve
Ninguém esperava, mas Renée Zellweger acabou concorrendo ao Oscar de melhor atriz por seu trabalho em O Diário de Bridget Jones. Apesar de estar bem no papel, não merecia essa indicação. O filme, que acaba de chegar às locadoras, é uma diversão leve, mas totalmente esquecível. A história é baseada no best-seller da jornalista inglesa Helen Fielding.
O filme gravita nas experiências de uma solteirona e sua luta pelo equilíbrio emocional e financeiro, pela perda das gordurinhas e pela conquista do homem ideal. O tema central é a indecisão de Bridget entre seu insinuante chefe Daniel Cleaver (Hugh Grant) e o inseguro amigo de infância Mark Dacy (Collin Firth).
Como se vê, a história não apresenta nada de novo, mas conta com personagens hilariantes, entre eles o astro pop gay Tom (James Callis) e uma participação inusitada do escritor indiano naturalizado inglês Salmon Rushie. O filme diverte sem comprometer, exatamente como o livro.
Lançamento da Colúmbia. Duração: 90 minutos.
Celso Mattos





