Este ano, o editor de fotografia da Folha de Londrina,
Sérgio Ranalli, realizou um sonho: acompanhou um trecho da viagem do Navio da Esperança, da Marinha Brasileira, pela selva amazônica. Você vê aqui alguns dos registros mais poéticos dessa aventura, que também virou uma reportagem especial





Foram 11 dias a bordo do Navio da Esperança, singrando as barrentas e traiçoeiras águas do Rio Madeira. Acompanhando o trabalho desenvolvido pela Marinha do Brasil que presta atendimento médico e odontológico, por meio de três navios hospitais, para comunidades isoladas na imensidão da selva amazônica. Ainda com os pés em terra firme imaginava encontrar de um lado, vidas esquecidas, ausência absoluta do Estado, carência de recursos mínimos para a manutenção da sanidade dessas populações. De outro, espíritos altruístas, médicos e dentistas que trocam opulentas oportunidades profissionais para dedicar um tempo de suas vidas para devolver a sociedade um pouquinho do conhecimento que adquiriram nos muitos anos de estudo. No entanto, quando o navio lança suas âncoras nas cercanias dessas comunidades, na primeira troca de olhar e no sussurro das primeiras palavras, médicos, dentistas, marinheiros e o jornalista aqui, percebem que levarão de cada lugarejo muito mais que poderão deixar. Quando nossos olhos encontram aqueles olhares de rara beleza e pureza, descobrimos que algures na selva amazônica tem algo difícil de mensurar, a Felicidade.

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