Vida longa e próspera para Jornada nas Estrelas
PUBLICAÇÃO
sábado, 23 de maio de 2009
Rodrigo Juste Duarte<br> Equipe da Folha 
Bastante populares nos EUA, os fãs do universo de ficção científica Star Trek (ou Jornada nas Estrelas, em português) proliferaram em todo o mundo, inclusive no Brasil. Marco Bunese mora em Curitiba e começou a assistir a série clássica na televisão aos 9 anos. Hoje com 44, é o chefe de uma família inteiramente trekker (nome dado aos fãs da série), ao lado da esposa Cintia, 38 anos, e dos filhos Eric e Allan, 13 e 7 anos respectivamente. A casa onde moram é decorada com inúmeros objetos temáticos deste universo.
''Quando eu era criança, o que me atraiu foram as aventuras. Quando fiquei mais velho comecei a perceber a história por trás, que ganhou outro sentido para mim'' comenta Marco, fazendo menção às mensagens impressas na trama. ''Há elos de amizade verdadeiros que nem sempre a gente vê na vida real. A série vislumbra um futuro possível e otimista''.
No começo, Cintia resistiu. ''Até que um dia ela topou assistir a um episódio e acabou gostando'', relata. Para os filhos, que cresceram em um universo trekker, a aceitação foi espontânea. ''Nunca forçamos nada. A gente sempre assistia enquanto eles ficavam brincando em volta. Quando a gente viu, eles estavam assistindo também''. Toda a família faz parte da Federação dos Planetas Unidos, fã-clube de ficção, ciência e tecnologia que promove encontros entre fãs.
O novo filme ''Star Trek'' estreou nos cinemas brasileiros há duas semanas, sendo motivo de comemoração para os trekkers, não só por sua qualidade mas pela expectativa de conquistar novos adeptos. ''A grande sacada é que fizeram um filme para vários públicos. O diretor J.J. Abrans conseguiu trazer Jornada nas Estrelas para o século XXI'', festeja Bunese.
Renovar público é algo que não ocorria com Star Trek nas últimas duas décadas, motivo pelo qual é difícil encontrar trekkers na casa dos 20 anos. Pablo de Assis é uma exceção. Hoje com 26 anos, começou ainda criança a assistir à série ''A Nova Geração'' e a reprise da série clássica na tevê, ficando fascinado pelo futuro possível que ela mostrava. ''Houve várias tecnologias inspiradas em Star Trek, como o celular e as portas de abertura automática'', exemplifica.
Pablo, que é trekker desde a infância e membro da Federação desde o ano passado, também vê o novo filme como uma revigoração da franquia. ''O longa fez todas as referências necessárias à série clássica, respeitou muito bem a obra e conseguiu renovar a série'', comenta. Para ele, novos trekkers poderão surgir após este filme. ''A adaptação foi muito boa, ao mesmo tempo em que usou elementos do próprio cinema para atrair novos fãs''.


