Estão dispostos no hall da Biblioteca Pública do Paraná, em Curitiba, 30 painéis e 14 publicações em alemão e português, estampando a vida e a obra de Alexander von Humboldt, o maior geógrafo da Idade Moderna, além de ser o mais importante pesquisador que definiu o padrão da expedição científica nesta era.
A exposição que leva o nome do cientista é comemorativa aos 200 anos da expedição empreendida por von Humboldt, entre 1799 e 1804, pelos trópicos do Novo Mundo. Ao iniciar a viagem estava com 29 anos. Partiu de navio do porto de La Coruña, no noroeste da Espanha, e quando retornou à Europa desembarcou em Bordeaux. A essas alturas tinha material de estudos suficiente para justificar seu nome na história. Esse empreendimento deu a Humboldt renome mundial.
A trajetória do cientista prussiano envolveu regiões e países que hoje são a Venezuela, Cuba, Colômbia, Equador, Peru, México e Estados Unidos. Interessado nos assuntos ligados à geografia, geologia, botânica, zoologia, estudo do clima, química, física e antropologia, sua incursão investigativa rendeu amostras de mais de 5 mil plantas, dentre as quais 3.600 novas espécies. Astronomicamente determinou 700 localidades e efetuou 459 medições topográficas; produziu centenas de desenhos de animais e aspectos paisagísticos. A viagem americana foi transformada numa coleção de 34 volumes – a maior, mais cara e financiada pelo próprio cientista, que trabalhou em seus resultados por quase 30 anos.
Assim como se preocupava com a multiplicidade da natureza, também colocava no mesmo patamar de interesses a vida humana. Humboldt foi um profundo humanista, e assim sendo jamais aceitou a escravidão e opressão dos camponeses. A exposição promovida pelo Instituto Goethe Curitiba, em colaboração com a Secretaria de Estado da Cultura, busca reforçar os aspectos ecológicos, de direitos humanos, justiça social e respeito mútuo das culturas.
• Alexander von Humboldt (1769-1859). Exposição sobre o cientista, pensador interdisciplinar e primeiro ecologista. Hall da Biblioteca Pública do Paraná, em Curitiba (Rua Cândido Lopes, 133). Até 4 de novembro.