O ator, bailarino e cantor londrinense Marcos Silva está de volta aos palcos, depois de dois anos afastado, com o espetáculo ‘‘Vida e Arte’’, uma readaptação do trabalho ‘‘A Arte de Marcos Silva’’. Ele é atração hoje na Casa Japão – 42ª Exposição Agrícola da Associação Cultural e Esportiva de Londrina, onde se apresenta às 20 horas.
Na remontagem, Marcos Silva preservou o roteiro e a essência do espetáculo – o desenvolvimento da auto-expressão do ser humano como um todo (corpo, voz, emoção, sentimento). ‘‘Vida e Arte’’ mescla a arte do Ocidente e do Oriente. É uma amostra da experiência do artista em teatro, dança, canto e mímica, aliada a uma pesquisa de 19 anos sobre a cultura oriental. ‘‘Faço questão de mostrar tudo que pesquisei como bailarino profissional, ator, intérprete... Não separo voz, texto, dança e atuação’’, diz. ‘‘Meu trabalho é uma trajetória de 30 anos aliada à emoção, à interpretação e à vivência artística’’.
Aos 53 anos de idade, Marcos Silva lembra que cantou no rádio, ainda criança, e ‘‘treinou’’ na Igreja (cantava ao som do órgão da Catedral de Londrina a música ‘Ave Maria de Gounod’, agora incluída no repertório do espetáculo). Também atuou em teatro e dança. ‘‘Fui puxando esse fio de experiências que acumulei na minha vida para juntar no espetáculo. A maioria delas está presente’’, conta.
‘‘Vida e Arte’’ é levada ao palco em duas partes. Na primeira, Marcos Silva trabalha a expressão vocal na interpretação de músicas japonesas, norte-americanas e brasileiras. O repertório é aberto com um canto-bravo (tipo de canto japonês que remete a um monólogo cantado ou falado). Em seguida, ele passeia por um gênero musical bem diferente ao interpretar Bee Gees. Entre as novidades da montagem estão as músicas ‘‘Imagine’’ (interpretada em inglês) e ‘‘My Way’’ (em japonês).
Depois do intervalo, Marcos Silva volta ao palco para dançar histórias de samurais. Uma delas fala do Palácio das Garças Brancas e do Tsuru, o pássaro da felicidade. Outra dança clássica japonesa a ser apresentada aborda o festejo dos samurais antes da partida para a guerra. O espetáculo é encerrado com Rio Sagrado, uma dança de linguagem indiana. Marcos Silva conta que três personagens criados ao longo dos 30 anos de carreira são destacados em cena. Um palhaço (trabalho de mímica); o líder dos índios caingangues no Paraná, Angelo Cretam (trabalho sobre a tribo), e o garoto Pablo (trabalho que ressalta a importância das crianças).
Em ‘‘Arte e Vida’’, Marcos Silva utiliza uma série de figurinos estilizados, além de cenários e efeitos especiais. No palco, conta com a ajuda dos contra-regras Clarice Machado e Sérgio Henrique para as trocas de roupa.
O espetáculo levado hoje à Casa Japão também está agendado para os dias 22 e 23 de junho, 27 e 28 de julho, no Teatro Zaqueu de Melo. Os ingressos para essas apresentações (R$ 8,00) podem ser adquiridos antecipadamente pelos telefones (43) 342-8310 ou 9121-1336.
SERVIÇO:
- ‘‘Vida e Arte’’ - espetáculo do artista londrinense Marcos Silva.
Hoje, às 20 horas, durante a Casa Japão – 42ª Exposição Agrícola da ACEL (Centro de Eventos de Londrina). Duração: uma hora.




HOJE NO FESTIVAL
- ‘‘Allegria, Allegria’’ – Com os palhaços Coisa Fina e Xupetim, de Londrina. Às 11 horas, na Praça da Bandeira (ao lado da Catedral).
- ‘‘Caravana Ecológica’’ – Espetáculo da Escola Municipal de Teatro, de Londrina. Às 16 horas, no Zerão.
- ‘‘Invento para Leonardo’’ – espetáculo com o Armatrux Grupo de Teatro (Belo Horizonte/MG). Às 21 horas, no barracão Alternativo (Avenida Rio Branco, esquina com Avenida Leste-Oeste). Os ingressos custam R$ 10,00 – estudantes, idosos e funcionários da UEL pagam R$ 5,00.

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