O cover Edson Galhardi, 33, desde os 16 anos se espelha na imagem de Elvis Presley. O ponto de partida foi o Show de Calouros do Programa Silvio Santos, em maio de 1985. Foi gongado e sobreviveu ao trauma. Durante muitos anos, tentou conciliar a vida de simples trabalhador registrado pela CLT com apresentações do rei do rock. Mas há dois anos deixou de ser empresário e seus proventos saem exclusivamente dos shows do Elvis Cover pelo Brasil.
Em 2001, realizou cerca de 90 apresentações em convenções, congressos e encontros de motociclistas. Antes do show, enquanto observa uma foto do ídolo, admira cada detalhe da ‘‘roupa de príncipe’’. Galhardi garante que não existe fanatismo por parte dele. Depois das apresentações, retorna do universo paralelo de Elvis. Ele conta que quando viaja, nos aeroportos, sempre chama a atenção e provoca comentários. Uma das fãs mais histéricas chegou a se jogar no chão e beijar os pés de Galhardi, numa cena constrangedora, durante um show.
Galhardi procura reproduzir a mesma empatia e carisma de Elvis Presley no palco. No domingo, em Londrina, entrou ladeado por quatro seguranças ‘cover’, tal qual o ídolo. Fez um rápido ‘quiz show’ à platéia, sobre qual a música mais vendida do rei. ‘‘It’s Now and Never’’ era a resposta. O Elvis de Maringá confessou à reportagem da Folha2 que nunca foi à Memphis e canta também Bee Gees, Frank Sinatra, Tião Carreiro e Pardinho e Padre Zezinho. Elvis ao gosto do freguês. (F.F.)

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