Vida bandida
PUBLICAÇÃO
domingo, 06 de dezembro de 2009
Márcio Maio<br> TV Press 
A Máfia sempre foi um tema que fascinou Carlos Bonow. Por isso mesmo, logo que foi escalado para viver o jornalista Baruel de ''Poder Paralelo'', o ator passou a torcer para que, em algum momento, seu personagem ingressasse no mundo do crime. Uma trajetória que, aos poucos, foi revelada no texto de Lauro César Muniz. ''Sempre quis interpretar um mafioso, mas achava que só conseguiria isso no cinema ou no teatro. Foi uma surpresa ganhar essa chance na televisão'', admite.
A vontade de interpretar um criminoso era tão forte que a profissão de editor de Baruel e sua função de antagonista no triângulo amoroso com Lígia e Tony, de Miriam Freeland e Gabriel Braga Nunes, foram quase deixadas de lado em sua composição. O que mais enchia os olhos de Bonow era estudar histórias e mais histórias relacionadas à Máfia. ''Convivo com jornalistas e leio revistas no cotidiano. A maior novidade ali era essa proximidade com as organizações criminosas'', analisa.
O resultado de tanto esforço é motivo de comemoração para o ator. Primeiro, porque conseguiu ainda mais destaque no folhetim. E também pelo retorno de público, cada vez mais constante e positivo. ''Muitos vêm falar comigo sobre esse trabalho. Vivem me dando bronca e perguntando quem é o Guri'', conta. Para Bonow, a principal vantagem da novela é abordar temas sofisticados com elenco de peso, mas a partir de um texto que, para ele, é facilmente compreendido por todas as classes sociais. ''A trama central está constantemente acompanhada por outras histórias que são comuns às pessoas. Já discutimos o aborto, a traição em família, os romances mal resolvidos, enfim, realidades que fazem parte do cotidiano de muita gente''.
Bonow vive um momento profissional que classifica como ''muito proveitoso''. Além de ter estreado como diretor nos palcos este ano, com o espetáculo ''O Amor Passou por Aqui'', o ator também se viu nas telas dos cinemas em um dos maiores sucessos de bilheteria no Brasil. No longa ''Se Eu Fosse Você 2'', de Daniel Filho, ele interpretou um professor de hip hop. ''Essa estabilidade abre espaço para planos que antes eu não faria. Hoje posso me dedicar à direção de um espetáculo sem esperar um retorno financeiro. Até ter um filho fica mais fácil'', brinca o ator, que é pai de Conrado, de quatro meses.
- Poder Paralelo - Record, Segunda a sexta, 22h30


