Não há local em que Victor Fasano se sinta mais à vontade do que em contato com a natureza. ''Você me solta na floresta e eu fico maravilhado. Começo a falar sem parar'', afirma. Ligado às questões ambientais desde criança, o apresentador do reality show ''Amazônia'' trocou a Globo pela Record com a promessa de que faria programas sobre o assunto. ''Eu sempre quis fazer isso. Comecei na Globo fazendo 'Globo Ecologia'. Mas se passaram 20 anos e eu não fiz mais nada relacionado ao tema'', aponta.
Na produção, 12 celebridades são submetidas a provas ligadas à preservação do meio ambiente na floresta amazônica. Entre alguns dos participantes, estão a ex-miss Brasil Nathália Guimarães e a modelo Carol Magalhães. Diferentemente de outros programas do gênero, ''Amazônia'' não tem eliminações e o ganhador será quem acumular o maior número de pontos revelados na final, que vai ao ar neste domingo. ''Achei que seria uma forma interessante usar a fórmula de sucesso dos reality shows para falar de natureza sem ser o 'ecochato''', explica.
A partir da produção, Victor tem o objetivo de alertar e divulgar para o maior número de pessoas questões ambientais. ''As pessoas devem aprender que temos uma riqueza incomensurável que está ameaçada. Eu espero que os 12 participantes apliquem essa experiência para a vida inteira e alertem que investir em sustentabilidade é um negócio do futuro'', torce.
O programa contou diversas vezes com os imprevistos e dificuldades impostos pela natureza durante as filmagens. As distâncias entre uma locação e outra mudavam de acordo com o tempo. ''Um dia era fácil chegar a um lugar, mas no outro, o mesmo local já estava 10 metros mais longe. Eram longas caminhadas com equipes grandes e muitos equipamentos pesados e delicados'', explica.
Para o apresentador, o espaço destinado a programas ecológicos nas tevês abertas é muito pequeno ou inadequado. Apesar de possuírem programações voltadas para o meio ambiente, nenhuma delas tornou-se uma empresa ecologicamente correta. ''Elas deveriam se transformar em empresas verdes e terem programas em horários nobres que falem sobre sustentabilidade. A televisão tem um poder enorme de educação'', aconselha.
Segundo Victor, as tevês abertas falam muito de sustentabilidade, mas pouco realizam ações de fato. E boa parte dos investimentos em programações ambientais está nos canais fechados. ''Tudo tem que ser levado mais a sério e com rigor. Muita gente assiste a National Geographic e Animal Planet, por exemplo. Quando se fala de natureza, a audiência vai lá em cima'', ressalta.
O apresentador revela que há planos para uma segunda temporada do programa. Governos de outros estados brasileiros como Acre e Pará já demonstraram interesse em participar do projeto. ''Seria um programa no mesmo molde. Como a Amazônia é gigante e existe em várias regiões, podemos diversificar as locações'', comenta. Apesar de preferir trabalhar com a natureza, Victor não descarta a ideia de voltar a atuar. ''Gosto de falar sobre meio ambiente esteja onde estiver. Mas sou ator e adoro minha profissão. Se papéis interessantes aparecerem, vou querer conciliar tudo'', planeja.

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