Depois de ficar em segundo lugar na mais recente edição do reality show musical ''Ídolos'' (Record), o cantor Diego Moraes começa agora a tocar sua carreira profissional. A largada foi dada no dia 2 de março, quando a gravadora EMI anunciou a contratação do músico.
Amanhã, ele entra no estúdio para gravar seu CD e seu DVD de estreia, que, até segunda ordem, vão se chamar ''Meus Ídolos''. A gravação será registrada ao vivo, diante de 20 convidados.
Sobre o repertório do disco ele não fala muito. Diz apenas que será semelhante ao que apresentou no programa da Record. ''Garçom'', de Reginaldo Rossi, tem presença garantida, além de duas composições próprias: ''Muderno'' e ''Bicho Mandado''. Artisticamente, o cantor diz que procura fugir dos rótulos. ''Não tenho uma definição de estilo. A ênfase da minha música está na mensagem, nas letras, que falam sobre mim e o cotidiano.''
Antes de entrar para o programa, Diego trabalhava como vendedor em uma ótica em Campinas, sua cidade natal, e se apresentava em bares. Mantinha duas bandas, o Soul na Goela, dedicado a funk e soul, e o Vibe Jam, em que cantava músicas pop. ''Eu acordava, ia para o trabalho, depois tocava em bares e só ia dormir às quatro da manhã'', relembra. É engraçado que, naquela época, ninguém prestava atenção enquanto eu cantava. Mas, depois do programa, todo mundo para de conversar para me escutar.''
Ele reconhece que a vida mudou, mas diz que não se surpreende com o reconhecimento do público após o programa, mesmo tendo perdido na final para Saulo Roston. ''Fiquei em segundo, mas cantei as músicas que eu quis, não fiz concessões. O que não foi o caso do primeiro colocado (Saulo lança seu primeiro CD, pela Warner, no próximo dia 26)'', diz. ''Sou reconhecido pelo meu talento e pela minha voz. Não sou só mais um bonitinho que saiu da academia''.

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