Os fãs do eterno James Bond, Sean Connery, vão se deliciar com a interpretação do astro em ‘‘Caçado do Outubro Vermelho’’ (1990) em cartaz, hoje, a partir das 19 horas, no USA. Ambientado na União Soviética, no ano de 1984, meses antes de Mikhail Gorbachev assumir o poder, o filme é a versão cinematográfica do livro homônimo de Tom Clancy que vendeu mais de 6 milhões de exemplares em todo o mundo.
O comandante Marko Ramius (Connery) encara uma importante missão: navegar com o maior e mais poderoso submarino já construído pela tecnologia bélica soviética - o Outubro Vermelho - para fazer manobras de guerra no Atlântico Norte. No entanto no caminho, Ramius muda a rota em direção à costa americana. Como o submarino é equipado para não ser detectado por nenhum sonar, a tripulação passa a ser alvo de uma caçada às cegas de americanos e soviéticos. Na paranóia da Guerra Fria que envolve as duas potências, Ramius vai apontar os mísseis nucleares para Nova York ou desertar e entregar o submarino ao inimigo. Os dois lados, KGB e CIA, querem destruir a máquina. As cenas de ação, em que o submarino tenta escapar dos mísseis disparados dos dois lados, são a grande diversão do filme.
O elenco afinado conta também com Alec Baldwin (‘‘O Sombra’’) fazendo um estudioso dos assuntos do mar e Scott Glenn como o comandante do submarino americano encarregado do perseguir o Outubro Vermelho. Os efeitos de ‘‘A Caçada ao Outubro Vermelho’’ levam a assinatura respeitável da dupla George Lucas e Steven Spielberg.
Humor de TarantinoO destaque das 19 horas, no Telecine, é ‘‘O Despertar para a Vida’’ (1992) que narra a vida do jovem escritor vivido por Eric Stoltz (‘‘Marcas do Destino’’) depois de tornar-se paralítico em consequência de um acidente. No centro de reabilitação, ele conhece Wesley Snipes (‘‘Homens Brancos não Sabem Enterrar’’) e o encrenqueiro Willim Forsythe (‘‘Novos Intocáveis’’).
O filme quis transpor para as telas um pouco das experiências dos paraplégicos e o auto-conhecimento para superar as dificuldades. Consegue com um pouco de sentimentalismo superar a pieguice e passar a sua mensagem de que a vida continua. Talvez isso se deva, principalmente, pelas referências imprimidas pelo diretor Neal Jimenez que ficou paraplégico depois de um acidente, em 1984.
A HBO programou para o fim de noite o cult do diretor Quentin Tarantino ‘‘Pulp fiction - Tempo de Violência’’ (1994). Este filme que conta histórias nada prováveis dividiu o cinema em antes e depois do estilo Tarantino. Ação, diálogos ágeis, violência e doses cavalares de humor negro foram usados neste longa que conta, entre outras estrelas, com John Travolta (‘‘Embalos de Sábado a Noite’’), Uma Thurman (‘‘Feito Cães e Gatos’’) e Bruce Willis (‘‘Duro de Matar’’). O enredo inclui dois assassinos profissionais comandados por um chefão gângster que têm que executar tarefas que vão de queima de arquivo ao entretenimento da bela mulher do chefe. O grande mérito de ‘‘Pulp Fiction’’ foi efervescer a crítica e exaltar os puritanos por tratar de temas como drogas e sadomasoquismo com a naturalidade com que se fala de uma dor de dentes. Palma de Ouro no Festival de Cannes e Oscar de melhor roteiro original, é um bom programa para às 23 horas.

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