Viagem de beleza e cores
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 18 de janeiro de 1999
Zeca Corrêa Leite Elisa Marilia Carneiro 
A arte contemporânea paranaense foi parar na agenda da Unversidade Federal do Paraná. Ilustrar a presente agenda com obras de artistas plásticos paranaenses contemporâneos é propiciar àqueles que dela farão uso um agradável conhecimento de parcela da rica arte paranaense, em especial dessa geração mais jovem que ainda não recebeu a divulgação merecida, afirma o reitor Carlos Roberto Antunes dos Santos.
Nem todos. A agenda traz Rones Dumke, Geraldo Leão, Rogério Dias, Leila Pugnaloni, José Antonio Lins, Guita Soifer entre outros que não são tão desconhecidos. Foram escolhidos 54 artistas, entre desenhistas e pintores. A fotografia e a escultura ficaram ausentes da seleção.
A agenda foi trabalhada com esmero, as reproduções trazem na página oposta o nome do autor, a técnica utilizada, dimensões, ano de produção e a que coleção pertence, se particular ou de alguma instituição.
É uma viagem de beleza e cores, como as telas de Fernando Burjato, Armando Merege, Heliana Grudzien, Ricardo Carneiro, Fábio Noronha; a colagem de Ana Maria Comodo. Ali está também a pintura de Henrique Aragão, feita para o altar da Igreja Matriz de Astorga. Segundo os dados, a obra chama-se História da Salvação de Adão aos Tempos Atuais, foi feita com resina acrílica sobre argamassa e se estende sobre 1.200 metros de quadrados. A obra é datada de 1974.
Não foi só a UFPR que teve a idéia de homenagear artistas pláticos. O Museu Alfredo Andersen editou uma agenda para 1999 em dois volumes: um para cada semestre. Nas capas e nos últimos meses, obras do pintor Alfredo Andersen. No interior, a cada mês, obras dos artistas plásticos que participaram das exposições durante o ano passado.
Montada em aspiral, a agenda é uma rica encadernação de obras, que vêm emolduradas em papel cartão. Uma caixa com uma reprodução de obra de Alfredo Andersen, embala os dois volumes, embrulhados em papel de seda.
Participam da agenda os artistas plásticos Dulce Osinski, Isolde Hotte, Andréia Las, Violeta Franco, Eliane Prolik, Carlos Eduardo Zimmermann, Conceição Rodrigues, Eduardo Hermans, Fábio Noronha, José Bechara, Ana Letícia Virmond, Fernando Popp, Karin Bernardes, Rosa Daleidone, Silvania Ceccatto e Márcio Gusso. Cada um na sua técnica.
Segundo a apresentação, em português e inglês Alfredo Andersen foi, acima de tudo, um grande mestre. Ensinou técnicas aos seus discípulos, permitindo a liberdade de criação. Não exigiu subordinação a estilos ou escolas. Organizou exposições coletivas dos alunos, divulgando seus talentos. Como afirmou Theodoro De Bonna, Andersen teria sido um bom professor em qualquer academia da Europa.
A agenda pode ser adquirida no próprio museu (Rua Mateus Leme, 336), a R$ 25,00.


