São Paulo - Revisar os itens principais do carro, checar a documentação, providenciar seguro com atendimento 24 horas, fazer cópias das chaves. Esse é um roteiro básico de precaução. Numa viagem de grande porte, como a dos aventureiros pela América do Sul, cada detalhe tem de ser pensado. E revisado mil vezes.
O combustível mais indicado é o diesel, pela confiabilidade e preço. Nessa expedição vão usar pelo menos três mil litros. O professor de Engenharia Mecânica da Universidade de São Paulo, Francisco Emilio Baccaro, ensina: ''Não custa nada, antes de abastecer, colocar um pouco do diesel numa latinha para verificar se o líquido se separa. Se isso ocorrer, é porque foi misturado, o que pode entupir o filtro, fazendo com que o motor pare de funcionar.''
O motor é outro problema. ''É muito simples trincar a peça por causa de congelamento, numa região fria como os Andes, por exemplo. É melhor prevenir, usando um aditivo com anticongelante para o radiador'', diz o analista. Outras dicas são: ter sempre um jogo extra de fusíveis à mão, prestar atenção no amperímetro e calibrar os pneus com nitrogênio, porque a perda de pressão é mais lenta.
Dirigir durante a noite, ainda que sejam dois ou mais motoristas, deve ser reservado a casos realmente necessários. As madrugadas são extremamente cansativas para passageiros e motorista e o tempo ganho rodando nesse período será perdido na cama do hotel do destino. O socorro mecânico, em áreas mais isoladas, também será mais difícil de se conseguir neste horário.
Em caso de chuva, é importante procurar informações detalhadas antes de entrar em rodovias de terra. Se o aventureiro não tiver um carro com tração nas quatro rodas, é melhor andar um pouco mais do que o previsto, até uma estrada pavimentada. Em certas rodovias, postos de combustível são raros. A dica é abastecer quando atravessar alguma cidade.

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