X-Nada

O McDonald’s não quer contribuir para o Programa de Alfabetização Solidária. Dona Hut deve estar uma pizza.


Doce prisão
O ex e agora novamente prefeito da cidade de Mariana, MG, foi condenado a dois anos e três meses de prisão por ter aplicado o equivalente a 430 mil reais da conta da prefeitura na sua própria conta, durante o mandato anterior, em 88. Cumpre a pena em regime semi-aberto, podendo exercer a prefeitura durante o dia mas tendo que dormir na cadeia. Com certeza absoluta, a cadeia de Mariana, hoje, é a única cadeia humana do Brasil.


Rindo de Janeiro
O futebol carioca é um rio de bolas perdidas.
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Ou de pedras perdidas (vide o goleiro Ricardo Pinto).
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: risco de janeiro, fevereiro e março. A gente podia começar frases com dois pontos, não é? No caso, os dois pontos valeriam quase que como uma interrogativa subjetiva. Ou como um elipsado anseio por elucidação. Aí, no exemplo, equivaleria a considerar-se escrito, antes: ‘‘O que é, o que é (?):’’ Resposta: o raio!


Vira e mexe...
Espero que, com essa onda de as mulheres deceparem pênis, algum marido vingativo não inaugure a moda de decepar os bumbuns das suas respectivas. Fazendo com uma faca de cozinha um tchan. Tchan tchan tchan tchan...


O lado oculto
Todas as missões até agora enviadas a Marte em condições de saber algo sobre o lado oculto do planeta, deram errado. A última foi a nave russa que falhou total e acabou caindo no Pacífico entre a costa do Chile e a Ilha de Páscoa. E enterrou quatro cápsulas com plutônio nas profundezas virgens de um sítio submarino importantíssimo, inclusive para o clima de toda a Terra. Os cientistas soviéticos garantem que não há perigo de vazamento. Podemos deduzir daí que, sem querer, eles admitiram uma coisa até hoje mantida em sigilo: a usina de Chernobil não foi construída por cientistas soviéticos. Senão o combustível radioativo não teria vazado.


No escuro (1)
Acreditar cegamente, nem cego.


No escuro (2)
Enquanto não há reeleição, o jeito é os mandatários irem sendo substituídos por clones. Mesmo que haja clones tão diferentes um do outro, feito Maluf e Pitta. Aliás, o mal dessas clonagens é que, na verdade, ninguém sabe se elas substituem mesmo os políticos que saem e que elegem sucessores. No caso do Pitta, o povo votou no escuro (sem trocadilho). Quando começar os embates com a Câmara de Vereadores, é que saberemos se ele tem a mesma esperteza e o jogo de cintura do macaco velho, chamado Maluf.


Pois é, pra quê
Você sabia que sintonizado em oito ciclos por segundo, o seu rádio é capaz de ouvir as radiações produzidos pelos raios, onde quer que estejam caindo? Não? Também, pra quê, não é mesmo?


A um passo do Paraíso
Dentre as coisas ruins de ser muito famoso, uma das piores é, sem dúvida, quando a celebridade envelhece e periga morrer, feito o Sinatra, por exemplo. Agora basta que apresente sintomas de uma gripe forte para que todas as redações do mundo atualizem o necrológio. Entre os necrológios que já estão prontos nas redações por aí, com certeza se encontram o do Papa e o do Olodum.


De graça
Nunca usou xampu porque havia comprado um para cabelos secos. E todas as vezes em que ia usá-lo, os cabelos já estavam molhados.
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Nunca mandou ninguém ver se estava na esquina porque sempre morou em Brasília.
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Raramente mandou alguém ver se estava lá fora. Era piloto de avião.


Mãe do Brasil
Paulo Francis pensava que a letra da Aquarela do Brasil dizia: ‘‘Tira a mãe-preta do telhado...’’, um dos enganos mais engraçados que já tive notícia. O homem é hilário até sem querer.


Desaparecido (1)
Quando o meu bisavô veio de Portugal com a filharada, um dos filhos se desgarrou da família, ainda rapazinho, e sumiu no mundo. Ficou desaparecido por 30 anos. Soube-se depois que tinha se dado bem com o sumiço. Tinha virado um comerciante próspero e, inclusive, amante de esportes sofisticados.


Desaparecido (2)
Quando ele apareceu, meu bisavô já estava morto. Melhor assim. Como?, vocês devem estar a perguntar. Como, se ele se tornou num próspero comerciante bem de vida? Explico: a minha avó só encontrou esse irmão, meu tio-avô, quando ele apareceu nas páginas da revista ‘‘O Cruzeiro’’, no início da década de 50. Tinha ido assistir a um grande prêmio, no Rio, quando um carro se desgovernou, bateu, soltou um pneu que voou a dezenas de metros de altura e de distância e o matou no meio da platéia. Foi destaque na revista.


Resumo
Rio de Janeiro: terra das bolas, das balas, das pedras, e até dos pneus perdidos.

Gutemberg Guarabyra/Agência Estado

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