No que se refere ao cinema, este ano promete. Ainda mais para quem gosta de sequências. ''Homem-Aranha'', ''Shrek'' e ''Piratas do Caribe'', por exemplo, voltam nos terceiros filmes da série. O quinto filme de ''Harry Potter'' será lançado em julho, o quarto ''Duro de Matar'' está previsto para agosto e até Stallone está de volta com seu mais famoso personagem, o lutador Rocky Balboa, no sexto ''Rocky''.
Mas a febre de continuações, felizmente, não é a única coisa que acontece em Hollywood. Nos primeiros meses do ano chega aos cinemas brasileiros o elogiado ''Babel'', que já é um dos favoritos ao Oscar deste ano. O controverso ''Apocalypto'', dirigido por Mel Gibson, que conta a história do povo maia no idioma antigo falado por eles, estréia este mês.
Ainda assim, são poucas as novidades. ''A indústria do cinema norte-americano não está mais a fim de arriscar, salvo raras exceções. Eles apostam no que já deu sucesso, daí a promessa de tantas continuações'', comenta o crítico de cinema Rubens Ewald Filho.
Vale até ''ressucitar'' antigos ídolos. Quem não se lembra do lutador Rocky Balboa ou do policial durão John McClane? Os clássicos de ação que levaram multidões aos cinemas décadas atrás voltam para tentar levar o público aos cinemas.
No que depender do Brasil, eles vão ter que se esforçar. Isso porque houve uma queda nas bilheterias nacionais, e 2006 não foi exatamente o melhor ano de público nos cinemas do país. As salas arrecadaram 7% a menos no ano passado em relação a 2005, segundo a Filme B, empresa especializada em cinema. Este fenômeno também aconteceu nas salas norte-americanas e argentinas, por exemplo. Quando se fala em produções nacionais, então, o problema fica pior.
Mesmo sucessos de crítica, como ''O Céu de Suely'' e ''O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias'', não foram um fenômeno de púlblico. ''O Ano...'', por exemplo, levou pouco mais de 200 mil pessoas aos cinemas. Pouco se comparado aos 3,6 milhões que foram ver ''Se Eu Fosse Você'', o único filme nacional a figurar na lista das dez maiores bilheterias em 2006. Mas o cinema brasileiro está a todo vapor. Portanto, garanta a pipoca.

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