''Literatura é reino da imaginação, bem diferente do cinema, que requer muito mais a atenção do espectador'', compara o jornalista e escritor Marçal Aquino, autor dos livros ''O Invasor'' e ''Eu Receberia as Piores Notícias dos seus Lindos Lábios'', ambos roteirizados, por ele mesmo, para as telas do cinema. ''Essa é uma diferença básica entre essas duas linguagens. Há várias. Literatura é ofício solitário; roteiro é algo que só vai se materializar coletivamente'', aponta o escritor.
Aquino lamenta que, no mercado literário brasileiro, filmes nacionais que fazem sucesso nas bilheterias não obtenham prestígio semelhante dentro das livrarias. Mesmo expostas em prateleiras de destaque, obras como ''Cidade de Deus'', de Paulo Lins, e ''Carandiru'', de Dráuzio Varela, não conseguem competir com o número de vendas de autores estrangeiros. ''No Brasil não acontece nada parecido com o que ocorre, por exemplo, nos Estados Unidos, onde um filme pode transformar um livro num sucesso de vendas. Aqui há um impulso, sim, porém mais modesto'', lamenta. (R.C.)

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