Verdinho fraco
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Alan de Faria <br> Folhapress 
São Paulo - Neste ano, super-heróis de quadrinhos tiveram uma missão complicada na indústria cinematográfica de Hollywood: arrecadar muito nas bilheterias e, assim, garantir sequências futuras que pudessem gerar ainda mais lucro. Thor, Capitão América e X-Men, todos da editora Marvel Comics, foram bem-sucedidos e conseguiram atingir esse objetivo. Em contrapartida, ''Lanterna Verde'', da DC Comics, fracassou.
O filme, que estreia hoje no Brasil, está longe de se pagar nos EUA -custou cerca de US$ 200 milhões e arrecadou ''apenas'' US$ 115 milhões. Enquanto isso, ''Thor'' obteve lucro, nos EUA, de US$ 30 milhões -e arrecadou mais de US$ 430 milhões no mundo todo. Já ''Capitão América - o Primeiro Vingador'', lucrou US$ 19 milhões.
Dirigido por Martin Campbell (''007 - Cassino Royale''), ''Lanterna Verde'' reúne duas das estrelas mais bonitas da Hollywood atual: Ryan Reynolds, na pele do super-herói, e Blake Lively (conhecida pela popular série adolescente ''Gossip Girl''), que vive a mocinha Carol Ferris.
Não fugindo à regra dos longas que envolvem personagens com superpoderes, ''Lanterna Verde'' usa (demasiadamente, diga-se de passagem) efeitos especiais para mostrar a luta travada entre o herói de roupa verde, cuja força está centrada em um anel, e os vilões Parallax (uma nuvem negra com voz do ator Clancy Brown) e Hector Hammond (Peter Sarsgaard). O problema é que toda a tecnologia em nada colabora, pois a história do filme é rasa.
Mas nem tudo está perdido, principalmente para os fãs de quadrinhos, que costumam ficar com um pé atrás diante de adaptações cinematográficas. Como na HQ diversos personagens já ocuparam o posto de Lanterna Verde desde a sua criação, em 1940, o filme teve de optar por um deles -e escolheu o mais divertido: Hal Jordan, um destemido e irresponsável piloto da Aeronáutica dos Estados Unidos.


