A seguir, leia trechos de verbetes reunidos em Vocabulário da Música Pop
ReproduçãoRaves: originaram-se das festas semilegais organizadas por jovens empresários em galpões, nos Estados Unidos e no Reino Unido, no final dos anos 80. São clubes montados em lugares não convencionais como galpões abandonados, hangares e barracas em zonas campestres. Cada uma dessas reuniões atraiu mais de quinze mil pessoas na Grã-Bretanha. O techno e outras variantes da dance music são os principais estilos tocados nas raves.
Glam rock: também chamado de glitter rock, foi um estilo/gênero musical relacionado com uma subcultura do início dos anos 70, especialmente no Reino Unido. Caracterizou-se por um forte apelo visual tanto dos artistas como de seus concertos, incluindo os cabelos vivamente coloridos, os trajes escandolosos, a maquiagem pesada, o ato de cuspir fogo (no caso do Kiss). No glam rock, a música estava atrelada ao desempenho cênico, enquanto a imagem do ídolo tornou-se parte da apresentação criativa dos músicos.
Jabaculê: Designa a oferta de favores financeiros, sexuais ou de outra natureza em troca de promoção e divulgação. Em 1955, um comitê da Câmara de Deputados norte-americana, que havia investigado possíveis irregularidades em programas televisivos de testes de conhecimentos gerais, passou a investigar também a prática do pagamento para que determinadas músicas fossem tocadas nas emissoras de rádio de rock. Esse hábito, que já era corriqueiro e não era ilegal, ficou conhecido como ‘‘payola’’.
DJs e a cultura club: Quando os DJs começaram a misturar e combinar gravações, entraram para o mundo dos instrumentistas musicais. Por exemplo, nos anos 70, nos Estados Unidos e, depois, na Grã-Bretanha, os DJs foram os responsáveis pelo surgimento do disco single de doze polegadas como padrão da indústria fonográfica. Para poder tocar nos clubes uma versão prolongada de uma gravação, os DJs norte-americanos mixavam inicialmente os discos de sete polegadas de uma mesma gravação, registrando então essas suas mixagens primeiro em fita e depois em vinil. A prática difundiu-se. Nesse processo de mixagem, os DJs criaram novas músicas tornando-se ‘‘músicos de prato de toca-discos’’.
Trip hop: o termo começou a circular na imprensa britânica em 1995, referindo-se ao ‘‘movimento’’ conduzido pelos artistas estabelecidos em Bristol, como Massive Attack, Portishead e Tricky. É uma dance music que apresenta ‘‘uma combinação sombria e sedutora de ritmos hip hop, guitarras e samples que criam uma atmosfera reverberante e carregada, refrões de música soul, levadas de baixo profundo e melodias etéreas’’.
Aficionados: aqueles que se consideram devotos ‘‘sérios’’ de artistas ou de estilos musicais. São fãs cujo envolvimento emocional e físico é diferente daquele dos ‘‘fãs’’ comuns, assim como as situações de consumo em que estão inseridos. O interesse principal dos aficionados é geralmente de nível intelectual e centraliza-se na música em si, não no artista. Com frequência, tornam-se grandes colecionadores, sustentando toda uma infra-estrutura de lojas de discos usados e lojas especializadas.
Mods: uma subcultura jovem que surgiu em Londres por volta de 1963. Basicamente, o mod foi um movimento constituído pelos membros da classe operária. Os mods vestiam-se de forma muitíssimo estilizada (a moda mudava com frequência) e interessavam-se por rhythm’n’blues. Usavam o cabelo curto e bem aparado, com cortes diferentes. Andavam em motonetas bastante decoradas, com roupas casuais – um casaco com capuz quando passeavam nas motonetas – ou ternos caros, bem talhados, e sapatos italianos da última moda. Vivendo para as festas de fim de semana, os mods ingeriam pílulas estimulantes, particularmente ‘‘purple hearts’’ (anfetaminas). O The Who e o The Small Faces eram os grupos favoritos dos mods.
Bubblegum: rótulo depreciativo, inicialmente aplicado a um gênero de música pop extremamente comercial surgido no final da década de 1960, produzido para o público pré-adolescente e refletindo seu emergente poder aquisitivo. O termo deriva dos jingles das propagandas de chicletes influenciados pelo rock. Musicalmente, associa-se a melodias e ritmos fortes: insidiosa, com refrões cativantes que ‘‘ficam martelando na cabeça e não saem’’.

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