Arquivo FolhaVera Fischer: ‘‘A minha vida está sempre em jogo’’A atriz Vera Fischer foi operada na segunda-feira, na Casa de Saúde São José, no Rio de Janeiro, para a retirada de um cisto em uma prega vocal direita. Vera, que foi submetida à microcirurgia de laringe sob anestesia geral, teve alta na própria segunda à noite e passa bem. A cirurgia transcorreu sem problemas e durou cerca de 40 minutos. De acordo com relatório médico divulgado hoje, a atriz deve ficar sete dias sem falar. Depois desse período será feita uma ‘‘reavaliação sobre provável liberação gradual do uso da voz, reiniciando fonoterapia’’.
Ainda segundo o laudo, assinado pelos otorrinolaringologistas Marcos Sarvat e João Aprígio Lorenzoni, Vera Fischer deverá ficar afastada do trabalho por um período de, no mínimo, 14 dias, podendo chegar a 21 dias. Para fazer a operação, a atriz suspendeu, inicialmente por duas semanas, a temporada da peça ‘‘Gata em Teto de Zinco Quente’’, em cartaz no Teatro Villa-Lobos. Ela volta a encenar a peça no Rio depois da temporada de repouso. Em maio, o espetáculo estréia em São Paulo, no teatro Procópio Ferreira.
A própria atriz havia anunciado a operação na última sexta-feira, ao lado de seus dois médicos otorrinolaringologistas. Na ocasião, Vera não quis revelar a data da cirurgia, mas afirmou que decidiu comunicá-la oficialmente em respeito ao público e para evitar boatos. ‘‘A minha vida está sempre em jogo’’, comentou. Vera lembrou ainda que surgiram muitos comentários maldosos sobre a sua saúde quando foi internada na Clínica Bambina, em agosto do ano passado, com um diagnóstico de faringite.
Segundo os médicos, a decisão de retirar o cisto, de cerca de 4mm, foi tomada para evitar danos maiores como a perda da voz - Vera apresentava uma rouquidão crescente - e até surgimento de outras lesões no local, como hematomas, que poderiam piorar o quadro. ‘‘Sinto dificuldades para falar’’, confessou a atriz, ressaltando que, durante a peça, fala ininterruptamente durante 43 minutos. Para conseguir enfrentar uma apresentação da peça, Vera era obrigada a fazer repouso vocal e gargarejos.
Há cinco meses a atriz vinha se submetendo a um tratamento fonoaudiológico sem, no entanto, uma melhora da situação. ‘‘Tentamos todos os procedimentos mas a Vera tem feito a peça com sacrifício e a sua qualidade vocal vem caindo’’, afirmou o médico João Aprígio Lorenzoni. Segundo o cirurgião Marcos Sarvat, o aparecimento de um cisto na prega vocal é uma patologia bem mais rara do que um nódulo ou um pólipo. Sarvat explicou que a lesão cística é, algumas vezes, difícil de diagnosticar porque, muitas vezes, ‘‘simula uma inflamação’’.
Na ocasião da entrevista, os médicos distribuíram um relatório sobre o caso da atriz. Entre outras coisas, o documento diz o seguinte: ‘‘os cistos de pregas vocais são lesões benignas, decorrentes de obstrução/expansão de glândulas do forro mucoso da região, de surgimento eventual, sem etiologia precisa, não são relacionados a abuso ou mau uso da voz, a fatores ambientais ou enfermidades quaisquer, não presdipõem ao câncer e apresentam bom prognóstico terapêutico’’.

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