Ao contrário do que pregam os pessimistas de plantão, os games, a internet e a televisão a cabo não estão tirando das crianças o interesse pela leitura. A vendagem de livros do segmento infantil e juvenil vem subindo consideravelmente.

Segundo dados da Câmara Brasileira do Livro (CBL), o número de exemplares de títulos infantis produzidos no País cresceu 87% entre 2005 e 2010, subindo de 14,2 milhões para 26,5 milhões. No mesmo período, o aumento de vendas de todos os gêneros subiu 60%.

Karine Pansa, presidente da CBL, acredita que várias razões contribuíram para esse destaque, como uma maior preocupação das famílias com a educação dos filhos e o crescimento do poder aquisitivo das classes C e D.

São considerados livros infantis aqueles direcionados para o público de até 8 anos. Até 13 anos as publicações são classificadas como infanto-juvenis.

''Não somos um mercado maduro, mas um mercado em desenvolvimento'', constata Karine Pansa, proprietária da Editora Girassol, de São Paulo, voltada para edição de obras para crianças e adolescentes.


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