Vencedor, Dalton Trevisan mantém tradição e não aparece
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sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Cassiano Elek Machado, enviado especial<br> Folhapress 
Rio de Janeiro - Avesso a aparições públicas desde o início de sua carreira, o escritor Dalton Trevisan, 87, honrou sua tradição. O autor curitibano não compareceu na noite de quarta-feira ao evento onde receberia a maior distinção literária da língua portuguesa, o Prêmio Camões, dado pelos governos de Portugal e Brasil desde 1988.
A vice-presidente da editora Record Sonia Machado recebeu o prêmio em nome do escritor e leu um fax enviado por ele. "Os muitos anos, ai de mim, já me impedem de receber pessoalmente o prêmio", diz Trevisan, em um trecho da carta, que manifestou espanto por receber o que chamou de "o prêmio dos prêmios", que lhe rendeu 100 mil euros.
Com a ausência do "Vampiro de Curitiba", como é apelidado, o evento na Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro, foi uma festa da editora Record, que o publica. O grupo editorial, um dos maiores da América Latina, comemorou na ocasião seus 70 anos.
Além de exibir um vídeo em que várias personalidades da cultura brasileira falavam sobre a Record, foram feitas homenagens a alguns autores da casa, como Marina Colasanti e Eduardo Spohr, que ganharam o prêmio Recordista, dado pela editora aos que vendem mais de 100 mil exemplares por ano.
A editora anunciou no evento a doação de 70 mil livros para a Biblioteca Nacional e algumas ações, como a venda com preços promocionais de 70 livros de sucesso, como "Cem Anos de Solidão", de Gabriel García Márquez.
A Record, que é composta hoje por 13 selos diferentes, fará ainda 70 debates em sete capitais nacionais.


