Marcos Borges/Arquivo FolhaBeto Carrero World: o maior centro de lazer da América Latina e o quinto do mundoO Beto Carrero World espera receber cerca de 300 mil pessoas nas férias de julho. Para a nova temporada, o parque vai inaugurar o Free Fall, um elevador ao ar livre, que cai, a nova sensação do maior centro de lazer da América Latina, e a Splash Mountain, uma Montanha Russa diferente.
O empreendimento do empresário Beto Carrero no balneário de Penha, em Santa Catarina, está completando quase seis anos de existência e já atraiu mais de 5 milhões de visitantes. Com mais de 100 atrações numa área de 1.400 hectares, onde já foram investido cerca de US$ 120 milhões, Beto Carrero ainda tem muitos planos. ‘‘Meu objetivo é fazer no Brasil o segundo parque do mundo, depois da Disney. Para isso, falta muito’’, diz o dono do quinto parque de lazer do mundo. ‘‘Num parque temático a gente precisa brincar para o resto da vida. Quero implantar mais atrações. Tem que inovar para os visitantes voltarem sempre’’.
A entrada do Beto Carrero World, onde se vê a vila germânica, vai mudar de local a partir de outubro e se transformará num castelo. ‘‘Será como um minishopping com direito a agência bancária, lanchonetes e dezenas de lojas’’, adianta Aristides Nieves, diretor de Marketing. ‘‘O castelo, com uma torre de 36 metro de altura e elevador panorâmico externo, será como o da Disney, mas em estilo medieval’’. O hotel Beto Carrero, a cinco quilômetros do parque, está sendo reformado para julho.
Emoções Crianças e adultos vivem emoções fortes no Beto Carrero World. A montanha russa, de 35 metros de altura, num percurso de 800 metros com dois loopings de 360 graus a 86 km/h de velocidade, é uma das maiores adrenalinas. ‘‘É muito emocionante. Depois de subir e apertar o cinto arrepia. Mas a emoção maior é quando a gente fica de cabeça para baixo. Que emoção!’’, comemora o publicitário Artur Rocha, de Campo Grande (MS).
Outra emoção pomposa é o Maximotion, o cinema virtual que leva o visitante a viajar em várias aventuras. É uma das atrações que cativa crianças e adultos. Mas, infelizmente, nem todos têm a mesma coragem. ‘‘Fiquei com medo e levantei o braço para parar’’, diz Gabriel Ornellas, de cinco aninhos, vindo de Belo Horizonte.
A exuberância fica por conta do passeio do trenzinho teleférico por quatro quilômetros pela flora e fauna, passando pela caverna, montanhas, cascatas, vale dos dinossauros, vila rural e vegetação nativa. A locomotiva, de fabricação inglesa com vagões da Ferrovia Dinomagic, conduz 276 passageiros que devem manter os olhos bem abertos para ver as 61 atrações e uma grande surpresa que não seria viável descrever antes. ‘‘Gostei muito do trenzinho porque vi muitas coisas que eu não conhecia’’, diz Rafaela Alves Pereira, sete anos, de Joinville (SC).
Com o passaporte a custo de R$ 30,00 com direito a usufruir de todas as atrações, das 11 as 19 horas, o parque tem capacidade para dez mil visitantes por dia que fazem filas para ver os espetáculos de circo, Animal Actors, África Misteriosa, Teatro das Águas Dançantes, Scalibur, West Selvagem, Monga a Mulher Gorila, entre outras atrações exibidas pelos 400 artistas nacionais e internacionais do Beto Carrero World.
A enorme praça de alimentação é uma sedução aos comilões, já que as porções são grandes. Ambulâncias, farmácias e um berçário bem decorado estão à disposição dos visitantes. A grife Beto Carrero tem inúmeros artigos que vai de vestimentas a decorações.
Turistas O Beto Carrero World mantém o trabalho de 1.100 funcionários. Seguranças e recepcionistas têm treinamento especial para receber os turistas, já que aparece gente de vários locais, inclusive dos países do Mercosul. O empreendimento do publicitário João Batista Sergio Murad - Beto Carrero - que iniciou em dezembro de 91, viveu na expectativa de acertar até o segundo ano.
‘‘Cada vez a gente vai aprendendo mais o que o público quer. No primeiro ano, enfrentamos a falta de credibilidade; no segundo, vieram as dúvidas, se daria certo ou não; no terceiro, começaram as exigências, porque o Beto se esforça para dar ao público o que há de melhor. Ele tem participação ativa em tudo que acontece aqui’’, conta Ruy Bartholo, diretor superintendente.
Para alguns turistas, a Disney brasileira é promissora. ‘‘O Parque Beto Carrero World é tão bonito quanto a Disney’’, compara Lis Schachtitz, uma das seis integrantes de um grupo de amigos aposentados, de São Paulo, que costuma viajar. Formada por ex- advogados, ex-administradores e ex-proprietários de agência de turismo, a turma de 55 a 65 anos de idade, diz que apreciou os ‘‘animais actors’’ e o trenzinho teleférico. ‘‘O parque é lindo e tem muito futuro’’, comenta Hélio Pousatte, de 65 anos.

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