Vem aí, mais uma novela inspirada na Itália
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segunda-feira, 15 de abril de 2002
Karla Marcolino Agência Estado 
O Fantástico mostrou no domingo à noite uma reportagem com Reynaldo Gianecchini em Civita di Bagno Regio, na Toscana. Não se trata do momento Caras da revista eletrônica. É mais uma forma de faturar ibope e ao mesmo tempo badalar um novo produto da Globo, a novela Esperança, que começou a ser gravada na semana passada na cidadezinha italiana, localizada a 40 minutos de Roma. Gianecchini é Toni, o galã da trama de Benedito Ruy Barbosa. Substitui Thiago Lacerda, depois que o autor desistiu de fazer a esperada continuação de Terra Nostra. Seria repetição ter Thiago como protagonista.
Mas posso criar uma participação para ele. Giane vai dar um italiano maravilhoso, aposta Benedito. Ana Paula Arósio, porém, estará no elenco, como a judia Camille, por quem Toni se apaixona.
Saem Matheo e Giulianna, continuam os italianos. E os portugueses, espanhóis, judeus, japoneses e negros. A novela vai compor todo o painel da imigração na formação do povo brasileiro, em geral, e de São Paulo, em particular, explicou o diretor Luiz Fernando Carvalho, pouco antes de embarcar para a Itália acompanhado de Walmor Chagas (Giuseppe), Raul Cortez (Genaro), Eva Wilma (Marieta), José Mayer (Martino), Fernanda Montenegro (Luiza) e Priscilla Fantin, intérprete de Maria, a jovem italianinha que completa o triângulo amoroso principal da história.
Prevista para estrear em 17 de junho no lugar de O Clone, Esperança começa em 1931. Dois anos depois da quebra da bolsa de Nova York, Toni, encantado pelas histórias do tio Giuseppe sobre o Brasil, decide fazer a América. Vou contar a história do ponto de vista de quem chega, diz o autor.
Benedito está à vontade no tema, que já abordou várias vezes. É dele a saga Os Imigrantes exibida pela Bandeirantes em 1981. A parceria com Carvalho também é antiga. Fizeram juntos Vida Nova (1988), Renascer (1993) e O Rei do Gado (1996).
Completam o elenco Gilbert Stein, como Ezequiel, pai de Camille, Othon Bastos (Vicenzo), Aracy Esteves (Constancia), Simone Spoladore (Caterina) e Emílio Orciollo (Marcelo), além de dez atores e atrizes iniciantes. Uma delas, Sharon Menezes, tem apenas 17 anos e é comparada pelo diretor a Isabel Fillardis no início de carreira. Ela vai interpretar Júlia, filha de escravos tratada como se não fosse liberta pela dona da fazenda onde mora, a viúva baronesa do café Francisquinha Mão-de-Ferro, personagem de Lúcia Veríssimo.


