Veja obras de arte sem pagar
Londres está na lista das cidades mais caras do mundo, principalmente para os brasileiros. Uma libra inglesa custa cerca de R$ 3,40. Mas, acredite, para entrar nos melhores museus da capital inglesa não se paga nada. Lembrando que eles têm um dos mais ricos patrimônios artísticos e culturais da Europa e do planeta.
A começar pelo Museu Britânico, com seus 6 milhões de objetos. Afinal são anos aumentando o acervo, que inclui peças da pré-história aos dias atuais, dividido em mais de 90 galerias. No próximo ano, ele comemora seu 250º aniversário. A inovação mais recente por lá foi a reforma no Grande Pátio, no fim do ano 2000, que agora tem teto de vidro. O local, batizado de Queen Elizabeth II Great Court, virou uma espécie de espaço cultural que abriga quiosques de vendas e informações e também esculturas.
No centro está a sala de leitura, construída em meados do século 19, que, aliás, merece uma visita. Pense que as obras daquele acervo já foram usadas por escritores como Oscar Wilde, Virginia Woolf e T. S. Eliot, e serviram de instrumentos para pensadores como Trotski, Lênin e Karl Marx.
Dominando o cenário da Trafalgar Square, a National Gallery é outro ponto cultural imperdível. Reúne pinturas de toda a Europa Ocidental. Perto dali, virando a esquina, está a National Portrait Gallery, onde os destaques são os retratos de figuras da monarquia e poetas.
Outro lugar indispensável na programação cultural é a Tate Gallery, construída em 1897, com pinturas britânicas de 1500 até a atualidade. Em 2000, a coleção de arte moderna e contemporânea dessa galeria mudou de endereço e ficou reunida do outro lado do Rio Tâmisa, num prédio de uma velha usina de energia: a Tate Modern. Inclui obras de Matisse, Picasso e Andy Warhol.
Nas duas, as exposições permanentes têm entrada gratuita. Para ver as temporárias, o visitante precisa pagar a entrada.
A boa notícia é que essa lista de museus e galerias que não cobram entrada aumentou. No início de dezembro, mais três importantes pontos culturais foram incluídos o Museu de História Natural (onde os fósseis de dinossauros são as maiores atrações), o Museu de Victoria & Albert (artes decorativas) e o Museu de Ciência.
Juntos, rendem uma economia de US$ 33 para o visitante. Eles ficam próximos uns dos outros, no bairro de Kensington. Foram construídos a mando do príncipe Albert, marido da rainha Vitória, que no século 19 resolveu investir na construção de um centro de pesquisas para artes e ciências.
E parece que a medida foi apreciada pelos londrinos e turistas. Segundo o noticiário local, os três locais tiveram seu movimento dobrado no primeiro fim de semana de entrada gratuita.





