Renata Castro Barbosa é do tipo que contagia o ambiente. Com uma fala rápida e um sorriso no rosto, a atriz procura enxergar o copo "meio cheio". A convite do roteirista Marcius Melhem e do diretor Maurício Farias, ela está na nova fase do "Zorra". Sempre com personagens mais voltados para a comédia, Renata garante que se encontra no gênero, apesar de sonhar em fazer papéis mais dramáticos e intensos. "Sou essa pessoa festeira, para cima. Amo fazer humor, meu único problema são as crises de riso que tenho frequentemente", afirma.
Com programas com "Junto & Misturado" e "A Diarista" no currículo, ela integra pela primeira vez o elenco do "Zorra". "Não sou dessas pessoas que têm problema com o formato antigo. Fui chamada algumas vezes, mas sempre achei que não conseguia construir um personagem só como as pessoas de lá faziam tão bem", analisa.
No entanto, a atriz vê com bons olhos a mudança na estrutura do programa. "Acho ousado mexer em um formato que se sustentava há 15 anos. Ganhamos muito, ficou mais rápido. Conseguimos um novo público, mas sem perder o antigo", pondera.
No ano passado, ao lado da amiga Luciana Fregolente – uma das roteiristas do "Zorra" –, Renata mergulhou em uma outra área. Saiu da frente das câmeras e tratou de escrever o roteiro de "Alucinadas", exibido pelo Multishow. O programa de esquetes era baseado em uma peça de teatro que as duas faziam. As personagens vão para um novo programa do canal a cabo, "Treme Treme", enquanto as atrizes trabalham para transformar o antigo projeto em filme.
O gosto pelo roteiro de tevê acabou tomando Renata. "Sempre me incentivaram a escrever. Mas meus textos são densos, cheios de drama. Fico achando muito piegas", lamenta, com bom humor. Ela garante que ainda não está pronta, mas que existem planos para assinar alguma produção para a tevê. "Falta coragem. Mas acho que um dia chego lá", projeta.

Nome: Renata de Castro Barbosa
Nascimento: Em 31 de janeiro de 1973, no Rio de Janeiro.
O primeiro trabalho na tevê: "Vale Tudo", exibida pela Globo em 1988.
Atuação inesquecível: Letícia, da novela "Tieta", exibida pela Globo em 1989.
Um momento marcante na carreira: "Estrear o 'Alucinadas', no Multishow, que escrevi e atuei ao lado de Luciana Fregolente".
A que gosta de assistir: "Séries e programas 'trash', tipo 'SuperPop'" (risos).
A que nunca assistiria: "Programa político".
O que falta na televisão: "Bons programas infantis".
O que sobra na televisão: "Nudez em horários desnecessários, fórmulas repetidas e maldade".
Ator: Kiko Mascarenhas.
Atriz: Irene Ravache.
Se não fosse atriz, o que seria: "Infeliz".
Humorista: Chico Anysio.
Programa de humor inesquecível: "Junto & Misturado", exibido pela Globo em 2012.
Melhor bordão: "Odeio pobre!", do Justo Veríssimo, personagem de Chico Anysio.
Novela que gostaria que fosse reprisada: "Tieta".
Melhor abertura de novela: "Pai Herói", de 1979.
Vexame: "Quando eu era adolescente, fazia uma peça em que trocava de roupa no palco enquanto as luzes estavam apagadas. Um dia, a roupa sumiu e tive de fazer o resto da peça de calcinha e sutiã".
Mania: "Não deixo sapato de cabeça para baixo, não deixo porta de armário aberta, tiro a casquinha de todos os pães, canto Raul Seixas antes de entrar em cena. É muita mania!".
Medo: "De perder meu filho".
Projeto: "Fazer um bom drama e mais um filho".

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