VEIA ARTÍSTICA - Receita contra o estresse
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sábado, 26 de julho de 2014
Marcos Roman<br> Reportagem Local 
Assim como acontece com muita gente, as responsabilidades da vida obrigou Carlos Alberto Ruiz a se afastar das aptidões artísticas despertadas na infância. No caso dele, a habilidade em produzir desenhos quando criança foi resgatada décadas depois como receita médica. "Eu passava por um período de muito estresse e acabei sofrendo de enxaqueca. Fui consultar um médico, amigo meu, que me aconselhou a voltar a desenhar para desestressar. Deu tão certo que me senti motivado a fazer um curso de pintura em tela há 11 anos e desde então não parei mais de pintar", conta.
Trabalhando há quase 30 anos no Corpo de Bombeiros de Londrina, o sargento Ruiz aproveita as horas de folga para produzir quadros com diferentes temáticas. "Sempre recebo encomendas. Para os amigos de profissão retrato situações do cotidiano dos bombeiros e policiais. Também faço quadros com paisagem e releituras de pintores famosos. Desenvolvi um estilo que chamo de figurativo moderno, mas não há o que não goste de pintar", afirma.
Após participar de diversas exposições coletivas e individuais, Ruiz sonha em montar um ateliê próprio quando se aposentar. "Quando estou pintando nem sinto o tempo passar. É uma atividade altamente desestressante. Como meus quadros têm boa aceitação, penso em ter um lugar específico onde possa produzi-los e vendê-los no futuro", diz.
LONGE DO ESTRESSE
"Depois de me aposentar, me imagino um velho de barba branca tocando rock em algum bar". A frase causaria pouco impacto se não tivesse sido dita por um policial militar. Mas somente quem convive com Nelson Villa Junior, porta-voz do 5º Batalhão de Polícia Militar (BPM), popularmente conhecido como Capitão Villa, sabe que quando o oficial está à paisana seu hobby preferido é tocar guitarra.
A paixão pela música ele conta que descobriu ainda adolescente. "Sou católico e comecei tocando guitarra na igreja. Com o tempo acabei formando uma banda de rock, a Banda Villa, que conta com três policiais militares, um agrônomo e meu filho de 16 anos na bateria".
Villa faz questão de destacar que não tem pretensões profissionais com a banda. "Realizamos pouquíssimas apresentações. Esse ano mesmo fizemos apenas um show até o momento. Mas como gostamos muito de tocar, nos reunimos de vez em quando para aprender alguma canção nova e atualizar o repertório", afirma.
A veia artística do capitão é usada como uma válvula de escape para abstrair da rotina estressante enfrentada pelos PMs. "A música me renova e é uma excelente forma de me confraternizar com os amigos. Quando estou tocando esqueço de tudo e me sinto muito mais preparado para executar minha tarefas junto à Polícia Militar", enfatiza.
Fã de bandas de rock dos anos 80 como Legião Urbana, Capital Inicial e Plebe Rude, Villa revela planos de se dedicar mais à música após a aposentadoria. "Daí terei mais tempo disponível para estudar e me aprimorar. Acho que todo mundo deveria ter um hobby para fugir do estresse", conclui.


